Casal Homoafetivo Adota Três Irmãos e Enfrenta Preconceito

Por Autor Redação TNRedação TN

Casal homoafetivo de São José do Rio Preto adota três irmãos e celebra a família no Dia dos Pais. Reprodução: Alagoas 24 Horas

Família em Dose Dupla: Desafios de um Casal Homoafetivo

Na cidade de São José do Rio Preto, São Paulo, o casal homoafetivo formado por Jefferson Oliveira, de 55 anos, e Adriano Cetrone, de 49, superou desafios e preconceitos após a adoção de três irmãos biológicos. Neste Dia dos Pais, comemorado em 10 de agosto, eles celebram a alegria de formar uma família unida e amorosa.

A decisão de adotar partiu de Jefferson, que sonhava em constituir uma família ao lado de Adriano, mesmo sem oficializar a união em cartório. Após cumprirem todos os trâmites legais, a vida dos dois foi transformada em 2016, quando receberam Kaio, Wellington e Sophia na sua casa. "Desde então, nossos filhos passaram a ser o foco principal na vida e tudo passou a ser voltado para eles", recorda Jefferson.

Preconceito e Adaptação em Família

Apesar do amor e da resiliência que cresceram ao longo dos anos, a dinâmica familiar também enfrenta a dura realidade do preconceito. Kaio, o filho mais velho, teve que lidar com uma situação difícil durante seu tempo em uma escola evangélica, onde um pastor fez um comentário depreciativo sobre a estrutura familiar. "Ele disse que 'família é pai, mãe e filho, o restante é pecado'", lamenta Jefferson.

Com o passar do tempo, os irmãos aprenderam a se proteger de ofensas e preconceitos. Kaio, hoje com 18 anos, afirma que já é "supernormal" ter dois pais, mas não hesita em defender sua família. "Se for algo que menospreze, eu não deixo que falem da gente", garante.

Desafios do Dia a Dia e o Amor Familiar

Adriano observa que, ao saírem em público, como em shoppings ou supermercados, o estranhamento por parte dos adultos é mais comum do que entre as crianças. No entanto, ele acredita que a sociedade está gradualmente compreendendo a importância de amar, independentemente de laços sanguíneos ou herança genética.

Para Adriano, viver essa experiência foi um presente: "Se tivesse que viver tudo novamente, provavelmente não mudaria nada. Os desafios são os mesmos, sendo pais adotivos ou não". Ele ressalta a importância de haver uma sintonia nas decisões educativas junto com Jefferson, visando sempre o bem-estar e a formação de seus filhos.

"Meu objetivo principal e do Adriano é andar em sintonia para não haver divergências nas decisões na formação dos nossos filhos", finaliza Adriano.

Hoje, Kaio expressa sua gratidão: "Eu amo meus pais e agradeço por tudo o que eles fizeram por mim e ainda fazem". O relato reforça que o amor, de fato, é o que constrói uma família.

Tags: Adoção, Família, Preconceito, Direitos Humanos, Inclusão Fonte: www.alagoas24horas.com.br