Desmentido: piloto do helicóptero não era transgênero

Por Autor Redação TNRedação TN

A desinformação tomou conta das redes sociais após o trágico acidente aéreo em Washington, onde um helicóptero militar colidiu com um avião da American Airlines. Após o episódio, notícias falsas começaram a circular, alegando que o piloto do helicóptero era uma mulher transgênero.

Os rumores surgiram logo após o acidente, que resultou na morte de 67 pessoas, incluindo três tripulantes do helicóptero, um Black Hawk militar. As mensagens fraudulentas afirmavam que o piloto, identificado erroneamente como Joe Ellis, era uma transgênero e que havia se manifestado contra as políticas do presidente Donald Trump.

O que as publicações falsas afirmaram?

As mensagens circulantes dizia que o piloto do helicóptero, uma mulher trans identificada como Jo Ellis, estava associada a uma agenda política contra Trump. Exemplos dessas alegações incluem:

  • "A mídia dos EUA informa que o piloto do Black Hawk que colidiu com um avião de passageiros era um transgênero anti-Trump".
  • "O que sabemos: O piloto do helicóptero era uma mulher asiática trans deficiente".

A resposta de Trump ao acidente

Poucas horas após a tragédia, em um discurso, Trump acusou ex-presidentes, como Barack Obama e Joe Biden, de prejudicarem a segurança da aviação ao implementar políticas de diversidade. Ele afirmou, sem qualquer prova, que esses ex-presidentes haviam introduzido padrões de segurança deficitários e culpou as iniciativas para inclusão no setor aeronáutico pelo desastre.

Verificação dos fatos

Vamos analisar os fatos de maneira mais detalhada:

  • O helicóptero envolvido no acidente tinha três ocupantes, e nenhum deles era o tal piloto Joe Ellis mencionado nas notícias falsas. Os verdadeiros ocupantes eram:
    • A capitã Rebecca M. Lobach, de 28 anos, cuja identidade só foi divulgada após a liberação pela família.
    • O suboficial Andrew Loyd Eaves, de 39 anos, confirmou como avaliador de voo da capitã.
    • O sargento Ryan Austin O'Hara, de 28 anos, chefe da tripulação.
  • Jo Ellis, erroneamente associada ao acidente, fez um vídeo em sua conta no Facebook esclarecendo que estava viva e não teve participação no incidente: "Sou Jo Ellis, piloto de Black Hawk da Guarda Nacional do Exército da Virgínia. É um insulto às famílias tentar vincular isso a algum tipo de agenda política".
  • Em uma reportagem publicada pelo "The New York Times", foi mencionado que Jo Ellis se tornou alvo de mentiras nas redes sociais e, por isso, se sentiu obrigada a esclarecer a situação.
  • Ainda no contexto das mentiras disseminadas, o jornal reiterou que "as falsidades tentaram vincular a identidade transgênero da Srta. Ellis à tragédia, que não teve qualquer ligação com programas de diversidade".

Revisão da política de diversidade

Embora Trump tenha associado o acidente de forma precipitosa a campanhas de diversidade promovidas por Obama e Biden, é importante destacar que as iniciativas de inclusão existente no setor de aviação foram introduzidas muito antes do governo deles, durante a administração de George W. Bush, em 2003. Essa política era baseada na Lei de 1973, que buscava proteger veteranos de guerra contra a discriminação.

Além disso, Trump afirmou ter revogado essas políticas durante seu mandato passado, mas não houve mudanças significativas nos padrões de contratação.

Portanto, as alegações feitas sobre a identidade do piloto e qualquer relação com a política de diversidade são totalmente infundadas. As informações devem ser consumidas com cautela, especialmente em momentos de tragédia.

Convidamos você a ficar atento às informações e a verificar sempre a veracidade das notícias antes de compartilhar. Comunique-se conosco nos comentários e compartilhe este artigo para ajudar a disseminar a verdade!

Tags: Avião, Política, Desinformação, Segurança, Notícias Fonte: g1.globo.com