STF Decide Sobre Ação contra Influencer por Tráfico de Drogas

Por Autor Redação TNRedação TN

Fisiculturista Renato Cariani sob investigação por tráfico, associação e lavagem de dinheiro. Legenda da imagem. Reprodução: Retorno do item 11

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (10) manter a ação penal contra o influenciador fitness Renato Pessoa Cariani, negando um habeas corpus que pedia o envio do processo à Justiça Federal. A investigação, conhecida como Operação Hinsberg, apura crimes relacionados ao desvio de produtos químicos para a produção de drogas, entre eles o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A defesa de Cariani argumentou que a investigação deveria ser conduzida pela Justiça Federal, uma vez que começou na Polícia Federal e poderia envolver falsidade ideológica em sistema da União. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia decidido que os crimes imputados a Cariani são de competência da Justiça Estadual, uma vez que não houve lesão direta a bens da União. Zanin seguiu a mesma linha de entendimento, ressaltando que o inquérito policial é uma peça meramente informativa e que irregularidades nesta fase não invalidam a ação penal.

Em janeiro de 2024, a Polícia Federal concluiu seu inquérito, indiciando Renato Cariani e mais dois amigos, por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Apesar da gravidade das acusações, os três indiciados respondem em liberdade, enquanto o processo segue na 3ª Vara Criminal de Diadema, São Paulo.

A investigação revelou que Cariani e seus cúmplices usaram uma empresa, a Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., para desviar produtos químicos que seriam utilizados na fabricação de cocaína e crack. De acordo com a PF, os insumos eram desviado para o tráfico e serviam a facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O relatório final da Polícia Federal indica que Renato Cariani, com mais de 7 milhões de seguidores no Instagram, e seus parceiros em crime, Fabio Spinola Mota e Roseli Dorth, emitiram notas fiscais falsas para justificar a saída de substâncias químicas que, na verdade, não eram entregues a multinacionais farmacêuticas. Essas ações foram parte de um esquema criminoso que durou entre 2014 e 2021, desviando aproximadamente 12 toneladas de produtos químicos essenciais para o tráfico.

Fabio Spinola Mota, considerado o responsável pela logística do esquema, criou um e-mail falso em nome de um suposto funcionário de uma multinacional para facilitar o desvio. Ele já havia sido investigado anteriormente por tráfico de drogas em Minas Gerais e Paraná. As provas do envolvimento no esquema foram obtidas por meio de interceptações telefônicas autorizadas.

Tags: Justiça, Operação Hinsberg, Renato Cariani, Tráfico de Drogas, Polícia Federal Fonte: g1.globo.com