Pragmata: Capcom desafia expectativas sobre a IA e enganos

Por Autor Redação TNRedação TN

Pragmata: o apocalipse dos agoreros da IA ainda não chegou. Reprodução: Elpais

Pragmata: Capcom desafia expectativas sobre a IA e enganos

Capcom, uma das maiores desenvolvedoras de jogos do mundo, fez um anúncio significativo sobre seu novo título, Pragmata. O jogo é ambientado em um futuro próximo e mistura elementos de ação, ficção científica e tecnologia avançada. Ele se passa em um cenário enigmático que envolve um astronauta e uma misteriosa menina, em um ambiente que lembra a Lua, especialmente com as missões Artemis em andamento.

Desde o seu anúncio oficial em junho de 2020, Pragmata se tornou um objeto de desejo entre os fãs de jogos digitais, levantando diversas especulações e teorias sobre sua narrativa e ambientação. Um detalhe curioso é que muitos fãs tentaram conectar Pragmata ao universo de Mega Man, atraídos pela presença da tecnologia avançada e pela figura enigmática da garota.

No dia 1º de abril, conhecido como April Fools’ Day, Capcom aproveitou a oportunidade para brincar com essa teoria. Em uma ação de marketing criativa, lançaram um vídeo que apresentava a protagonista de Pragmata ao lado do icônico guerreiro azul de Mega Man. A iniciativa ressaltou o humor da empresa e, ao mesmo tempo, pareceu descartar a possibilidade de que os dois universos estejam realmente conectados.

A entrada da Capcom na brincadeira expõe a flexibilidade da empresa frente às especulações do público. O toque intrigante fica por conta do fato de que o vídeo utilizado para promover essa interação foi gerado por uma inteligência artificial. Essa escolha mesmo, que a empresa acredita que os usuários reconhecerão como uma farsa, lança uma luz sobre um tema mais amplo: a qualidade das produções e a capacidade de distinguir entre o real e o falso.

Recentemente, a Open AI anunciou o fechamento de sua aplicação Sora, que se dedicava à criação de vídeos ultrarrealistas. Isso levanta questionamentos em relação aos temores sobre a utilização exagerada de tecnologias profundas para a geração de conteúdos falsos. O que se observa, no entanto, é uma tendência positiva: os recentes eventos de April Fools’ Day não foram um campo de batalha para enganos bem elaborados, mas sim uma vitrine impressionante das capacidades da tecnologia.

No contexto atual, onde há uma crescente desconfiança em relação aos conteúdos visuais, parece que as previsões apocalípticas a respeito da incapacidade humana de discernir entre verdades e mentiras podem não se concretizar. Embora ainda existam fake news, nunca antes houve uma interatividade tão alta entre usuários que analisam e questionam criticamente as informações que consomem.

Um reflexo disso pode ser notado na atitude dos usuários nas redes sociais. Na prática, muitos têm aprendido a adotar uma postura cética em relação a imagens ou vídeos que parecem incrivelmente reais, dando preferência a não acreditar em tudo que veem. Essa mudança de comportamento é, em grande parte, um motivo para celebração entre os meios de comunicação tradicionais, onde a busca pela verdade ainda é uma prioridade.

Com a evidência de que a substituição de trabalhos por tecnologias como a IA não tem ocorrido como previsto, e a diminuição da proliferação de enganos criados por máquinas, é possível vislumbrar um cenário mais esperançoso para o futuro. A tecnologia não só ofereceu novas oportunidades de criação, mas também uma visão renovada sobre como lidamos com a informação na era digital.

Tags: Pragmata, Capcom, Tecnologia da Informação, Inteligência Artificial, Fake News Fonte: elpais.com