Investigação liga altos funcionários a escândalo de corrupção em Valência

Por Autor Redação TNRedação TN

UCO certifica pagamentos de construtoras ao PSOE e ao PP no caso Azud e presentes luxuosos ao Consell. Reprodução: Elpais

Revelações impactantes sobre escândalo de corrupção em Valência

Um novo relatório da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil traz à tona novas evidências sobre o famoso caso Azud, que envolve supostos pagamentos de comissões para facilitar a adjudicação de contratos públicos, especialmente na área de urbanismo, entre 1999 e 2013. O foco principal está no Ayuntamiento de Valência, mas também há ramificações que afetam outras instituições e municípios.

A investigação revela pagamentos de 615.823 euros ao Partido Socialista do País Valenciano (PSPV-PSOE) e 87.264 euros ao Partido Popular (PP) por parte de empreiteiras sob investigação. Esses valores foram supostamente direcionados para cobrir despesas eleitorais, conforme detalhado em um informe que se refere à peça separada número 7 do caso.

O atual diretor de Transparência da Generalitat, Jorge Bellver, também é mencionado. Ele teria mantido diversas reuniões com o empresário investigado Jaime Febrer, em locais de entretenimento e sedes de empresas, para discutir assuntos urbanísticos. Além disso, Bellver teria recebido presentes de luxo, incluindo relógios avaliados em 2.000 a 3.000 euros, em troca de influência nas decisões relacionadas a contratos imobiliários.

Um relatório ao qual a agência EFE teve acesso investiga a assinatura de um convênio entre a empresa pública Aguas de las Cuencas Mediterráneas (Acuamed) e o Ayuntamiento de Xixona, cujo objetivo era a ampliação de uma estação de dessalinização. A UCO apontou que a realização deste convênio foi facilitada pelo Grupo Axis, ligado ao empresário Jaime Febrer, que teria atuado em conluio com o advogado José Luis Vera, também vinculado ao PSOE. Essa aliança teria permitido a continuidade dos trâmites administrativos do PAI - "El Espartal", que estavam paralisados devido à falta de justificativa para a criação de recursos hídricos.

Além disso, o relatório afirma que o Grupo Axis arcou com despesas eleitorais da candidatura do PP durante as eleições municipais de 2007 em Xixona, contribuindo com 87.264 euros para a campanha. As práticas de subornos e dádivas parecem ser uma constante neste esquema de corrupção.

As investigações da UCO revelaram que, nos últimos anos, Bellver foi identificado como receptor de presentes de uma organização supostamente corrupta dedicada a manipulações urbanísticas. A atuação dele e do Grupo Axis, segundo os investigadores, mostra uma dinâmica de influência significativa nos procedimentos administrativos, permitindo que interesses econômicos fossem favorecidos em detrimento do bem público.

Esta nova fase da investigação sobre o caso Azud tem o potencial de revelar mais sobre as interações corruptas envolvendo políticos e empresários, enquanto a sociedade civil demanda mais transparência e responsabilidade de seus representantes.

Tags: Corrupção Pública, Valencia, Política Espanhola, Jorge Bellver, Caso Azud Fonte: elpais.com