União de Líderes Progressistas contra a Violência Política
Na Universidade de Valência, um importante encontro reuniu líderes feministas brasileiras e espanholas, abordando questões de violência política em um contexto global de crescente extremismo. O evento, intitulado "Não à guerra, não à violência política por um mundo ecofeminista", teve como objetivo firmar um posicionamento contra os atos de violência que afetam particularmente as mulheres em distintas partes do mundo.
Entre as participantes estavam Mônica Oltra, exvicepresidenta da Comunidade Valenciana, a ministra de Juventude e Infância Sira Rego, e a eurodeputada Irene Montero, além da primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva. A presença dessas líderes em um evento que celebrava a força da união feminina é uma resposta clara à crescente violência política vivida por mulheres em diferentes esferas.
Mônica Oltra, que após um período afastada da política voltou à cena, enfatizou a importância de se levantar frente a adversidades. "Me perguntei: nos rendemos ou nos levantamos? Pois nos levantamos", afirmou para o público presente, chamando a atenção para a necessidade de solidariedade e resistência entre as mulheres. Durante seu discurso, ela também abordou o tema da violência como um instrumento de controle, destacando que a violência política visa não apenas destruir a reputação de uma mulher, mas também desincentivar outras a se envolverem na política.
A ministra Sira Rego também fez um apelo pela unidade, ressaltando que o objetivo deve ser proteger umas às outras e criar um espaço seguro para a atuação política feminina. "Nada do que ocorreu no passado é mais importante do que o que podemos fazer no futuro", disse Montero, que pediu para que as mulheres permaneçam juntas e enfrentem o medo criado pela violência política.
O evento não apenas fortaleceu a união entre essas líderes, mas também trouxe à tona a urgência do feminismo em tempos de crise. Janja Lula da Silva, por sua vez, destacou que é inaceitável que em um país como o Brasil, quatro feminicídios ocorram diariamente. Ela chamou a necessidade de superar a misoginia e a violência contra as mulheres, enfatizando a importância de diálogos que abordem esses problemas de forma urgente e necessária.
O debate também trouxe à discussão a situação atual no Oriente Médio, onde conflitos armados têm consequências diretas na vida das mulheres e suas famílias. Oltra finalizou sua fala afirmando que as guerras são exacerbadas por interesses de homens ricos que estão longe da realidade da maioria da população, insistindo na ideia de que as mulheres não deram à luz para que seus filhos sejam assassinados. "A guerra deve ser interrompida e as armas devem ser proibidas", reiterou, destacando que as lutas devem ser coletivas.
O encontro teve a presença de diversas personalidades da política, reforçando a ideia de que a união de forças progressistas é fundamental para enfrentar os desafios presentes. Entre os participantes estavam membros do movimento Sumar e outras vozes políticas que também se comprometeram a capacitar e proteger os direitos das mulheres, promovendo um futuro mais seguro e igualitário.
No final do evento, as líderes deixaram uma mensagem de esperança e determinação: "Fortes, juntas", afirmou a primeira-dama do Brasil, encerrando com a ideia de que a organização da base pode transformar realidades. Mônica Oltra acrescentou que, por mais difícil que pareça a luta, a união é crucial: "Precisamos nos juntar e continuar a luta. E a eles vamos vencer!"