EUA reintroduzem pelotão de fuzilamento e novas penas capitais
Washington - A administração do ex-presidente Donald Trump está intensificando e acelerando a aplicação da pena de morte nos Estados Unidos, especificamente para aqueles condenados por crimes federais. No último comunicado, o Departamento de Justiça anunciou a introdução de novos métodos de execução, incluindo o pelotão de fuzilamento, que havia caído em desuso, e a retomada do protocolo de injeção letal.
A decisão de reintroduzir a pena capital, já permitida em 27 dos 50 estados americanos, busca contornar as dificuldades que surgem com a injeção letal, que frequentemente resulta em execuções falhas devido à escassez de medicamentos adequados. Essa escassez ocorre principalmente porque as empresas farmacêuticas, preocupadas com a sua imagem, se recusam a fornecer os fármacos utilizados nas execuções, além de restrições impostas pela União Europeia, que proibiu a exportação de tais medicamentos para os EUA.
Desde que assumiu o cargo em 2016, Trump já havia experimentado o retorno das execuções federais após uma pausa de quase 20 anos, resultando na morte de 13 condenados. Retornando ao cargo, ele instruiu o Departamento de Justiça a priorizar a aplicação da pena de morte em casos que fossem considerados adequados. Isso contrasta fortemente com as políticas do ex-presidente Joe Biden, que utilizou seu poder executivo para conceder clemência a 37 dos 40 presos que aguardavam a execução em um corredor da morte em Terre Haute, Indiana.
Três criminosos, envolvidos em crimes hediondos, não foram beneficiados pela medida de clemência. Robert D. Bowers, responsável pelo massacre de 11 fiéis em uma sinagoga na Pensilvânia, Dylan Roof, que assassinou nove pessoas em uma igreja em Charleston, e Dzhokhar Tsarnaev, um dos responsáveis pelo atentado na Maratona de Boston, permanecem sob a possibilidade de execução.
Em entrevista, o procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que a administração Biden falhou em proteger os cidadãos americanos ao não aplicar severas penalidades contra criminosos perigosos, como terroristas e assassinos de crianças e policiais. Ele acrescentou que a gestão de Trump tem como objetivo reforçar a lei e oferecer suporte às vítimas.
As medidas anunciadas recentemente também incluem a readopção do protocolo de injeção letal utilizado durante o primeiro mandato de Trump e a inclusão de métodos adicionais de execução, como o pelotão de fuzilamento. Segundo o Departamento de Justiça, já foram pedidos a pena de morte em 44 casos, com a autorização para a execução em nove desses casos, incluindo membros da gangue Mara Salvatrucha, acusados de assassinato de testemunhas federais.
A pena de morte foi reinstaurada nos EUA em 1982, com a primeira execução registrada no Texas feita pela injeção letal, e desde então, mais de 1.600 pessoas foram executadas em todo o país. Esta situação gerou intensos debates sobre ética e direitos humanos, colocando os métodos de execução novamente em foco.