Após encontro ‘fantástico’ na China, Trump convida Xi para Casa Branca em setembro

Por Autor Redação TNRedação TN

Após encontro ‘fantástico’ na China, Trump convida Xi para Casa Branca em setembro - Foto: VEJA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou nesta quinta-feira, 14, seu homólogo chinês, Xi Jinping, para visitar a Casa Branca em 24 de setembro. O convite foi feito durante um jantar de Estado em Pequim, onde Trump descreveu o encontro como "fantástico" e agradeceu a Xi pela "magnífica recepção, sem igual". Essa declaração surge após uma reunião esperada entre os líderes, onde foram discutidos temas delicados como Taiwan e a guerra no Irã, com a China sendo uma aliada de Teerã e principal compradora do petróleo iraniano.

Trump destacou que as conversas e reuniões com a delegação chinesa foram "extremamente positivas e produtivas", e que o jantar representava uma nova oportunidade para discutir assuntos importantes entre amigos. Ele também mencionou que os dois países compartilham um "profundo senso de respeito mútuo". Em um tom mais leve, o presidente americano brincou que, como reflexo da proximidade entre as nações, os chineses agora "adoram basquete e calça jeans".

Além disso, Trump observou que os restaurantes na China superam em número as cinco maiores redes de fast food dos Estados Unidos juntas, o que ele considerou uma afirmação "ousada". Para finalizar, ele ergueu uma taça em homenagem a Xi. A reunião entre os líderes foi marcada por discussões sobre questões internacionais e regionais significativas, incluindo a situação no Oriente Médio, a crise na Ucrânia e a península coreana.

O Ministério das Relações Exteriores da China informou que ambos os líderes concordaram em estabelecer uma "relação estratégica construtiva e estável entre a China e os EUA", além de uma "estabilidade estratégica construtiva" com "competição moderada" para um futuro promissor de paz. Xi Jinping enfatizou o compromisso da China com o desenvolvimento estável, saudável e sustentável das relações sino-americanas. Outro ponto importante discutido foi a questão nuclear do Irã.

A Casa Branca afirmou que os líderes concordaram que o Irã não deve possuir armas nucleares. A China, sendo uma grande aliada de Teerã e maior compradora do petróleo iraniano, também se mostrou interessada em comprar mais petróleo americano para reduzir sua dependência do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio internacional de petróleo. Durante a conversa, os dois lados concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia, e Xi expressou a oposição da China à militarização do estreito e a qualquer tentativa de cobrar pedágio pelo seu uso.

O convite de Trump a Xi para visitar a Casa Branca em setembro é visto como um passo importante nas relações entre os dois países, que têm enfrentado tensões em várias frentes, incluindo comércio, segurança e direitos humanos. A expectativa é que essa visita possa ajudar a suavizar as relações e promover um diálogo mais construtivo entre as duas potências globais. A reunião em Pequim foi um sinal de que, apesar das diferenças, ambos os líderes estão dispostos a trabalhar juntos em questões de interesse mútuo.

A visita de Xi a Washington será a primeira desde que Trump assumiu a presidência e poderá ser uma oportunidade para discutir não apenas as questões bilaterais, mas também temas globais que afetam a paz e a segurança internacional. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa relação, que é considerada uma das mais importantes do século XXI. Além disso, a visita pode abrir portas para um entendimento mais profundo sobre como os dois países podem colaborar em áreas como comércio, meio ambiente e segurança global, refletindo a interdependência crescente entre as duas nações.

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