Na madrugada de terça-feira, 2 de junho de 2026, a Ucrânia foi alvo de um ataque em larga escala por parte das forças russas, resultando na morte de pelo menos 13 pessoas e deixando dezenas de feridos. O ataque, que envolveu o uso de centenas de drones e dezenas de mísseis balísticos, teve como foco a capital Kiev, onde quatro pessoas perderam a vida. As autoridades ucranianas relataram explosões intensas e acionaram sirenes de alerta aéreo durante toda a noite, levando muitos moradores a buscar abrigo em estações de metrô e abrigos.
Desde o início da ofensiva russa em fevereiro de 2022, a Ucrânia tem enfrentado bombardeios diários em várias cidades, o que levou a um aumento nas ações de retaliação por parte de Kiev. Nos últimos dias, as autoridades ucranianas já haviam alertado sobre a possibilidade de um grande ataque, o que se concretizou na madrugada de terça-feira. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiga, comentou sobre a situação, afirmando que os ataques demonstram que o presidente russo, Vladimir Putin, "está ficando sem opções militares".
Em suas redes sociais, Sybiga descreveu Putin como um "criminoso de guerra e um perdedor" que não possui mais alternativas além do terror. Ele enfatizou que a Rússia está perdendo no campo de batalha e que nenhuma quantidade de mísseis pode mudar essa realidade. O Exército russo anunciou que o ataque foi uma resposta aos "atos terroristas do regime de Kiev" e que foram utilizadas "armas de alta precisão", incluindo projéteis hipersônicos.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os alvos incluíam instalações do complexo militar-industrial da Ucrânia, além de instalações de energia e transporte vinculadas ao Exército ucraniano em diversas regiões. A Força Aérea da Ucrânia informou que Moscou lançou 656 drones e 73 mísseis balísticos durante o ataque. Desses, 602 drones e 40 mísseis foram interceptados, mas a intensidade do ataque causou danos significativos.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, fez um apelo ao governo dos Estados Unidos para que fornecesse munições para os sistemas de defesa aérea Patriot, que ele considera "absolutamente necessárias" para a proteção do país. As consequências do ataque foram devastadoras. Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko confirmou a morte de quatro pessoas e 65 feridos.
Na cidade de Dnipro, no leste da Ucrânia, o governo local informou que nove pessoas morreram, incluindo uma criança, e 35 ficaram feridas. Além disso, uma maternidade em Odessa foi atingida, embora não tenham sido relatadas vítimas entre os recém-nascidos e as mulheres em trabalho de parto. Do lado russo, um civil foi morto em um ataque com drones ucranianos na região de Kursk, perto da fronteira.
Um incêndio também foi registrado em uma refinaria na região de Krasnodar após um ataque com drones. A situação continua tensa, com Zelensky alertando sobre a preparação da Rússia para um novo ataque em larga escala. Em maio, a Rússia lançou 211 mísseis contra a Ucrânia, um dos números mais altos desde o início do conflito.
O uso de projéteis de alcance intermediário, como o Oreshnik, que pode transportar ogivas nucleares, foi registrado pela terceira vez na guerra. Além disso, a Rússia lançou 8. 150 drones de longo alcance em maio, um aumento de 24% em relação a abril, apesar de uma trégua temporária que havia sido anunciada anteriormente.
A escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia continua a gerar preocupações internacionais, com apelos por uma solução pacífica que ainda parecem distantes. A comunidade global observa atentamente os desdobramentos, enquanto as autoridades ucranianas se preparam para enfrentar novos desafios em sua luta pela soberania e segurança do país.