O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização ao ex-deputado federal Chiquinho Brazão para que ele possa deixar a prisão domiciliar em quatro datas específicas de maio de 2025. As saídas têm como objetivo a realização de exames e consultas médicas, permitindo que o ex-parlamentar deixe sua residência apenas pelo tempo estritamente necessário para os procedimentos de saúde, conforme detalhado em um despacho divulgado nesta semana.
As datas autorizadas para as saídas são 7, 10, 27 e 29 de maio. A decisão é acompanhada de medidas de segurança, já que as saídas ocorrerão sob supervisão e com o propósito exclusivo de consultas médicas. Chiquinho Brazão, que se encontra em prisão domiciliar no Rio de Janeiro, responde a processos judiciais, e essa medida buscou garantir o seu direito à saúde sem comprometer a segurança pública ou o andamento das investigações.
Detalhes da Decisão Judicial
O despacho do ministro Moraes, publicado em 7 de maio de 2025, define que o ex-deputado poderá sair de casa apenas nos dias e horários especificados, devendo o tempo fora da residência ser o mais breve possível para a realização dos procedimentos médicos necessários. Este cuidado foi solicitado pela defesa com base em laudos e recomendações médicas.
Agenda Médica de Chiquinho Brazão
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a agenda de consultas e exames de Chiquinho Brazão está programada da seguinte forma:
- 7 de maio de 2025, às 10h00: exame de colonoscopia;
- 10 de maio de 2025, às 09h00: consulta com nefrologista;
- 27 de maio de 2025, às 14h45: consulta com proctologista;
- 29 de maio de 2025: procedimento médico ainda sem detalhes confirmados.
Contexto Jurídico da Decisão
A decisão de Moraes destaca a posição do STF em relação ao direito à saúde, mesmo em casos de restrição de liberdade. Após análise dos pedidos feitos pela defesa de Brazão, que enfatizava a necessidade de acompanhamento médico, o ministro reafirmou que a autorização não comprometesse a segurança pública. Além disso, o ex-deputado permanecerá sob vigilância durante as saídas, o que assegura que a medida não infrinja as normas de segurança estabelecidas.
A decisão gerou repercussão positiva entre especialistas em direitos humanos, que ressaltam a importância de garantir acesso à saúde em situações de prisão domiciliar. No entanto, críticos levantam preocupações sobre possíveis precedentes que essa autorização poderia criar.