Uma mulher de 64 anos decidiu reinventar sua carreira, inspirando sua filha a enfrentar novos desafios profissionais. A história começa com o relato de Rebecca Nevius, que compartilha como sua mãe, após se aposentar, voltou ao mercado de trabalho em um novo campo.
A mãe de Rebecca se aposentou após 50 anos dedicados ao ensino de música, mas logo percebeu que não estava pronta para parar. Desde a sua aposentadoria, que ocorreu quando ela tinha 64 anos, surgiram conversas sobre o que fazer a seguir. "Não sei se terminei, mas o que vem a seguir? Não tenho ideia!" Ela sempre teve paixão por novos desafios e adorava inspirar pessoas.
Após algumas reflexões, sua mãe decidiu se candidatar a uma vaga como supervisora voluntária no hospital John C. Lincoln. "O hospital?" Rebecca ficou surpresa ao ouvir a notícia. O ambiente hospitalar seria um novo território, com suas próprias complexidades e regras, mas sua mãe, embora sem experiência anterior na área, preparou seu currículo e se apresentou ao hospital, destacando sua experiência em lidar com pessoas.
O que motivou sua mãe a retomar a carreira em um campo totalmente novo foi uma convicção simples: "Pessoas são pessoas. Aprender seu nome e garantir que se sintam valorizadas é algo que se traduz em qualquer trabalho que eu tenha. Pelo menos, eu acho que vai!" A atitude positiva a levou a conseguir a vaga, e, seis meses depois de iniciar a função, a pandemia trouxe desafios ainda maiores ao hospital.
Enquanto muitos voluntários foram enviados para casa, sua mãe permaneceu e apoiou a equipe que lidava com as dificuldades do momento, mostrando que a empatia e a atenção podem fazer uma grande diferença. Com o retorno dos voluntários, ela acolheu um novo grupo, que incluía jovens inseguros e veteranos de 95 anos. Ela se dedicou a aprender os nomes de todos e a perceber o potencial deles, mesmo quando muitos não enxergavam isso.
Um gesto recente de gratidão veio de um estudante do programa de voluntariado, que deixou um cartão em sua mesa: "Obrigado por aumentar minha confiança — me ajudando a perceber que tenho muito mais potencial do que eu pensava. Você sempre será alguém que admiro, e sou muito abençoado por ter você como supervisora." Essa mensagem ilustra o impacto positivo que sua mãe teve na vida das pessoas ao seu redor.
A incrível jornada de reinvenção de sua mãe aos 64 anos não se tratou apenas de se adaptar a um novo sistema ou aprender jargões médicos, mas sim de como amar e valorizar as pessoas pode transformar qualquer carreira. Quando ela se aposentou novamente aos 70 anos, Rebecca perguntou o que mais sentia falta no trabalho. A resposta foi simples: "As pessoas e ver o brilho nos olhos delas quando percebem que têm valor. Isso é o que eu sentirei falta."