Operação Plano de Voo da Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Plano de Voo para investigar uma ameaça de bomba em um voo da companhia Azul, ocorrida em agosto, que resultou em um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Brasília. Durante a incursão, um bilhete manuscrito foi encontrado no banheiro da aeronave, mas nenhum explosivo foi identificado. A operação, realizada na manhã deste sábado, inclui buscas em Santa Catarina com o objetivo de esclarecer a autoria e as circunstâncias da falsa ameaça, tipificada como crime.
Ameaça e suas consequências
O incidente aconteceu no dia 7 de agosto, quando um voo comercial partiu de São Luís (MA) com destino a Campinas (SP). A aeronave, que transportava 170 passageiros, fez um pouso forçado em Brasília após a descoberta do bilhete que alertava sobre a presença de explosivos no compartimento de cargas. Em resposta à situação, equipes da Polícia Federal, da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros se mobilizaram, cercando a aeronave e realizando uma varredura minuciosa. Apesar da tensão gerada, nenhum artefato explosivo foi encontrado, levando ao bloqueio temporário da área de embarque e ao redirecionamento de outros voos até a conclusão das inspeções.
O andamento das investigações
Desde a abertura da investigação em agosto, a Polícia Federal identificou uma principal suspeita em conexão com o episódio. Na operação deste sábado, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência da investigada, localizada em Santa Catarina. A PF não divulgou detalhes sobre o material apreendido, mantendo informações sob sigilo, o que é uma prática comum em casos que envolvem potenciais riscos à aviação civil.
Objetivos do inquérito
O inquérito atualmente busca esclarecimentos sobre a autoria do bilhete encontrado e os contextos da falsa ameaça, que é classificada como crime de ameaça e atentado contra a segurança do transporte aéreo. Além disso, a PF está analisando registros de ocorrências semelhantes em outros aeroportos do país durante o ano, com a finalidade de identificar possíveis conexões ou padrões de comportamento. Apesar das dificuldades enfrentadas, a corporação assegura que, até o momento, não foram encontrados explosivos no voo mencionado e que as investigações continuam em andamento.