Google revela inovador agente de pesquisa baseado em IA
Na última quinta-feira, 12 de outubro, a Google anunciou uma versão "reimaginada" de seu agente de pesquisa, o Gemini Deep Research, que se baseia no seu modelo de fundação de última geração, o Gemini 3 Pro. Este novo agente vai além da simples produção de relatórios de pesquisa; ele agora permite que desenvolvedores integrem as capacidades de pesquisa do modelo SATA da Google em seus próprios aplicativos.
A nova ferramenta Gemini Deep Research vem equipada para sintetizar grandes volumes de informação, lidando eficientemente com contextos extensos nas solicitações. A Google afirma que seus clientes a utilizam para uma variedade de tarefas, desde a devida diligência até pesquisas sobre segurança relacionada à toxicidade de medicamentos.
Além disso, a Google planeja integrar este novo agente ao Google Search, Google Finance, ao aplicativo Gemini e ao popular NotebookLM. Esta movimentação se alinha com a visão da Google para um futuro onde os seres humanos não precisam mais pesquisar informações, pois seus agentes de IA realizam essa função.
Reduzindo as alucinações da IA
A empresa destaca que o Gemini Deep Research se beneficia do status do Gemini 3 Pro como seu modelo "mais factual", treinado para minimizar as alucinações durante tarefas complexas. As alucinações da IA, que ocorre quando o modelo de linguagem gera informações imprecisas ou erradas, são um problema relevante, especialmente em tarefas de raciocínio profundo onde muitas decisões são tomadas ao longo do tempo.
De acordo com a Google, quanto mais escolhas um modelo de linguagem precisa fazer, maior a chance de que uma única escolha alucinatória possa invalidar todo o resultado. Para demonstrar os avanços alcançados, a Google introduziu um novo benchmark chamado DeepSearchQA, destinado a testar agentes em tarefas complexas de busca de informações. A Google disponibilizou esse benchmark como código aberto.
Comparações de desempenho e concorrência
O desempenho do Gemini Deep Research foi avaliado em diferentes benchmarks, incluindo o Humanity’s Last Exam, um teste independente de conhecimento geral, e o BrowserComp, que avalia tarefas em navegadores. Surpreendentemente, o novo agente da Google teve um desempenho superior em seus próprios benchmarks e no Humanity's Last Exam, embora o ChatGPT 5 Pro da OpenAI tenha ficado a poucos passos atrás, superando a Google no BrowserComp.
No entanto, as comparações de benchmark podem ter ficado desatualizadas rapidamente, uma vez que no mesmo dia da divulgação, a OpenAI lançou seu aguardado GPT-5.2, codinome Garlic. A OpenAI alega que seu mais novo modelo supera os rivais, especialmente a Google, em várias métricas típicas, incluindo os benchmarks desenvolvidos pela própria OpenAI.
Uma rivalidade em evolução
A sincronização do lançamento sinaliza um novo capítulo na competitiva corrida da Inteligência Artificial, onde tanto a Google quanto a OpenAI buscam dominar o mercado com inovações que transformam a maneira como interagimos com a tecnologia. À medida que a pesquisa e desenvolvimento avançam, espera-se que ambas as empresas continuem a desafiar os limites do que é possível, impulsionando um futuro onde a IA desempenhará um papel cada vez maior em nossas vidas.