Justiça brasileira reconhece erro em troca de bebês e define indenização
Recentemente, o Tribunal Superior de Justiça apreciou o caso de duas bebês que foram trocadas no nascimento em um hospital no Brasil, aumentando a indenização de uma das vítimas para R$ 975.000. Esta decisão se originou após uma longa batalha legal que teve início com a divulgação do caso pela imprensa, em 2021, revelando as dramáticas circunstâncias que cercam a vida destas mulheres.
As bebês ocorreram de forma injusta no ano de 2002 no antigo Hospital San Millán, localizado em Logroño. Desde então, as vítimas viveram sem saber de seus reais parentes até que o erro foi exposto, ocasionando um enorme interesse público e a chamada de atenção sobre os direitos das crianças e suas famílias.
A recente decisão judicial, que atualiza a compensação anteriormente definida de R$ 850.000, foi resultado de um recurso apresentado por uma das mulheres afetadas. O advogado responsável, José Sáez Morga, argumentou que a quantia originalmente determinada não condizia com os "danos irreparáveis" causados pelo erro de filiacao. No entanto, cabe ressaltar que a sentença ainda não é definitiva, podendo ser contestada no Tribunal Superior.
O juiz considerou fatores importantes ao elevar a indenização. Isso inclui o sofrimento psicológico da mulher ao descobrir que foi criada por uma família que não era a sua e a ausência do vínculo com a mãe biológica, que faleceu em 2018, antes que o procedimento judicial fosse iniciado. Além disso, foram analisadas as condições de desamparo que a menina enfrentou durante a infância, já que sua avó assumiu a responsabilidade por sua criação, devido às incapacidades dos pais não biológicos.
Enquanto isso, a outra bebê afetada no incidente também está buscando compensação na justiça, solicitando uma indenização de três milhões de reais, além de uma quantia adicional para os seus verdadeiros pais.
Esse caso não apenas levanta questões sobre a responsabilidade dos serviços de saúde, mas também sobre os direitos das vítimas de erros administrativos e hospitalares, destacando a necessidade de um rigoroso sistema de acompanhamento e a urgência na reparação de danos a quem foi prejudicado por falhas que marcam vidas para sempre.