Explosão do Foguete HANBIT-Nano em Alcântara
No dia 23 de dezembro de 2025, o foguete sul-coreano HANBIT-Nano, lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, sofreu uma explosão após a decolagem, impactando diretamente a missão que envolveu estreita colaboração entre Brasil e Índia. O veículo não tripulado transportava oito cargas úteis, que incluíam cinco satélites e três experimentos científicos desenvolvidos por instituições brasileiras e indianas com o objetivo de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Objetivos da Missão Spaceward
A missão fazia parte da Operação Spaceward, que é considerada o primeiro lançamento comercial de foguete a partir do Brasil. O foco principal do voo era colocar em órbita equipamentos voltados para coleta de dados ambientais, realização de testes de comunicação em órbita e monitoramento de fenômenos solares, além de validar tecnologias de navegação. Entretanto, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que uma anomalia foi detectada logo após a decolagem, levando ao acidente.
Cargas Úteis a Bordo
O foguete carregava uma variedade de dispositivos, cada um com um papel importante na missão:
- Satélite Jussara-K: Desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com instituições nacionais, este satélite tinha a missão de coletar dados ambientais em áreas de difícil acesso.
- Satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B: Criados pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), esses satélites estavam preparados para realizar testes de comunicação em órbita.
- PION-BR2: Um projeto que levava mensagens de alunos da rede pública de Alcântara, desenvolvido pela UFMA em colaboração com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a startup PION.
- Satélite SNI-GNSS: Este satélite desenvolvido pela AEB em colabração com empresas do setor tinha como objetivo determinar com precisão a velocidade e posição, com futuro potencial em drones e veículos.
- Solaras-S2: Criado pela empresa indiana Grahaa Space, responsável pelo monitoramento de fenômenos solares que podem impactar as tecnologias terrestres.
- Sistema de Navegação Inercial (INS): Desenvolvido pela brasileira Castro Leite Consultoria (CLC), com o objetivo de validar um algoritmo importante para futuras missões.
Investigação da Anomalia
A empresa Innospace, envolvida no lançamento, informou acompanhar intensamente a análise dos dados obtidos durante o voo, em parceria com a FAB e outras instituições. O objetivo é entender as causas da anomalia e os possíveis danos às cargas úteis. Novas informações sobre o impacto do acidente e as consequências para os experimentos devem ser divulgadas após a conclusão das investigações.