Tarcísio de Freitas acelera obras em São Paulo e lida com pressões políticas
Após um período de férias, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, retoma suas atividades com um foco claro: concluir obras até abril deste ano. Esse movimento visa fortalecer sua imagem à frente do governo paulista e alinhar suas estratégias para possíveis candidaturas futuras.
Tarcísio, que ainda cogita sua participação na corrida presidencial, enfrenta pressões de aliados para definir um vice e também para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao cargo de presidente. As pressões políticas e partidárias são intensificadas com a proximidade das eleições, e o governador precisa consolidar alianças enquanto cumpre suas promessas de infraestrutura.
Então, qual é a situação atual de Tarcísio? Ele voltou ao trabalho com um discurso otimista, apresentando sua nova marca, “Coragem para fazer o (im)possível é São Paulo na direção certa”. A entrega de 26 quilômetros do Rodoanel Norte é um dos marcos que ele pretende usar para evidenciar sua gestão. Esse projeto, que estava em andamento há 28 anos, deve ser finalizado até o fim deste ano.
Além disso, Tarcísio tem outros projetos ambiciosos em vista, como a assinatura do contrato do túnel Santos-Guarujá, que tem sido um ponto de disputa entre seu governo e o governo federal. Também faz parte de seus planos as obras da Linha 6-Laranja do Metrô e o Monotrilho da Linha 17-Ouro, cujas promessas foram feitas durante gestões anteriores e que ele pretende utilizar em sua estratégia eleitoral.
A definição sobre quem será seu vice é uma questão crucial. Tarcísio avalia a possibilidade de manter Felício Ramuth, do PSD, ou se cederá à proposta do PL, representado por Valdemar Costa Neto, que sugere o nome de André do Prado para o cargo. O PL reivindica que a maior bancada estadual deve ter representação e ressaltou a importância do partido nas aprovações de projetos significativos durante a gestão de Tarcísio.
Além disso, a relação do governador com o Partido Progressista (PP) tem se mostrado complicada. A insatisfação dentro da legenda se intensificou, com cobranças sobre o apoio à pré-candidatura ao Senado do ex-secretário de Segurança. Nomes como Filipe Sabará e Ricardo Salles foram mencionados como possíveis candidatos, evidenciando a instabilidade interna no partido.
Por outro lado, a administração de Tarcísio enfrenta críticas devido à lentidão na liberação de recursos para prefeituras e a uma percepção geral de perda de espaço do PP no governo. Apesar das insatisfações, pessoas próximas a Tarcísio acreditam que é difícil o PP confrontar o governador diretamente, visto que ele ainda mantém apoio de figuras-chave como Guilherme Derrite.
Em um contexto mais amplo, a necessidade de Tarcísio demonstrar um suporte sólido à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto é um desafio a ser enfrentado. Aliados sugerem que ele precisa ser mais proativo na campanha, conforme observou Filipe Sabará. Uma afirmação que causa certa expectativa sobre o envolvimento de Tarcísio na campanha de Bolsonaro, que pode ser decisivo para sua aspirante reeleição e fortalecimento político em São Paulo.