Denúncia de Extorsão em Embaixadas Venezuelanas
A crise de direitos humanos na Venezuela ganha novos contornos com a denúncia de Mariana González de Tudares, filha do opositor Edmundo González Urrutia. Mariana afirmou que seu marido, Rafael Tudares Bracho, condenado a 30 anos de prisão, é vítima de um processo judicial "arbitrário e amoral". O caso, apontado como um "fraude à justiça e aos direitos humanos", chama atenção para os problemas enfrentados por opositores políticos no país.
Em um comunicado divulgado na última segunda-feira, Mariana revelou que foi alvo de pelo menos três tentativas de extorsão de indivíduos ligados a autoridades locais e a algumas organizações religiosas. Segundo Mariana, as extorsões ocorreram em embaixadas e em locais que, supostamente, defendem os direitos humanos.
Processo Judicial Sem Provas
Mariana explicou que no julgamento do seu esposo não há testemunhas ou evidências que comprovem as alegações feitas contra ele. Rafael Tudares foi detido pela polícia política em Caracas no início de 2024, quando levava seus filhos ao colégio. Ele foi posteriormente acusado de "terrorismo", "associação para delinquir" e "legitimidade de capital", culminando em uma sentença de 30 anos de prisão proferida em dezembro do ano anterior.
"Os escassos elementos de prova utilizados contra ele não têm relação com o seu caso", afirmou Mariana, que também mencionou nunca ter tido acesso ao expediente judicial que o incrimina. "Meu esposo, que é advogado, conseguiu ler as acusações e isso é o que mais o indignou", adicionou.
Represálias e Injustiças
A família e aliados políticos de Edmundo González Urrutia acreditam que as sanções contra Tudares são uma forma de represália contra a oposição. Mariana enfatiza que, sendo casada com Edmundo, seu marido não cometeu nenhum delito. "Nada disso é justiça. Ser genro de Edmundo González Urrutia não é um crime", concluiu ela.
Recentemente, Mariana teve a oportunidade de ver seu marido pela primeira vez em meses, mas a possibilidade de medidas substitutivas não se concretizou. O caso levanta questões sérias sobre a situação dos direitos humanos e a justiça na Venezuela, que continua a ser foco de preocupações internacionais.