Alagamentos recorrentes afetam moradores em Campinas
Os moradores do bairro Jardim Santa Mônica, em Campinas (SP), têm se queixado de alagamentos e água invadindo suas casas após chuvas intensas. As reclamações são direcionadas a uma galeria de drenagem pluvial que não está conseguindo dar conta do volume de água, associado ao acúmulo de sujeira em bueiros.
Desde o final do ano passado, a situação se agravou, conforme relatam os habitantes locais. O químico Eduardo Bezerro da Silva explica que chuvas de curta duração já são suficiente para provocar alagamentos. "Desde novembro do ano passado tem sido recorrente. 15 minutos de chuva forte é o suficiente para encher. E aí, passando disso, já começa a tragédia, porque entra nos quintais, nas casas", relata.
Imagens gravadas por moradores no dia 17 de janeiro de 2026 mostram o nível das águas subindo rapidamente, cobrindo ruas e se aproximando das residências em menos de três minutos. As principais ruas afetadas incluem Gustavo Stuart, Leônidas de Castro Serra e José Otávio de Camargo, localizadas próximas à marginal da rodovia Dom Pedro e ao Aeroporto dos Amarais.
A Prefeitura de Campinas, em nota, disse que está ciente dos problemas e que busca soluções. Foi identificada uma falha no escoamento da água em uma tubulação que passa sob a rodovia. A administração municipal afirmou que a concessionária responsável foi notificada para solucionar a questão, mas a Rota das Bandeiras, envolvida na obra, declarou não ter conhecimento do problema.
De acordo com a Prefeitura, a limpeza dos bueiros foi realizada recentemente e uma nova ação está programada para a próxima semana. No entanto, os moradores relatam que a situação persiste. O aposentado Valdemir Dias dos Santos expressou sua indignação: "O IPTU aqui é muito caro, e mesmo assim temos que lidar com alagamentos. A Prefeitura não dá retorno. Apenas olhar não resolve a situação".
Os prejuízos já são significativos. Adriano Xavier, morador da região, compartilhou sua experiência com um carro novo que foi parcialmente alagado. "A água chegou até o banco traseiro". Flávio Antunes, comerciante, afirmou que nunca teve problemas antes, mas que, após uma chuva intensa, teve água dentro de casa. Já a aposentada Maria do Carmo Ribeiro perdeu móveis em decorrência de sucessivos alagamentos: "Estava na missa perto do Natal e, quando cheguei, tinha um mar dentro de casa".
Além disso, há muitas reclamações sobre a falta de limpeza dos bueiros, onde é visível o acúmulo de terra, dificultando ainda mais o escoamento da água. A corrente de insatisfação entre os moradores continua a crescer, repleta de expectativa por medidas efetivas que possam estar, finalmente, à altura da situação enfrentada na região.