Acusações contra Dallas Pokornik
Um homem canadense, identificado como Dallas Pokornik, enfrenta sérias acusações por supostamente se passar por funcionário de companhias aéreas para voar gratuitamente centenas de vezes em companhias aéreas dos Estados Unidos. Os promotores federais alegam que Pokornik utilizou identificações falsas de companhias aéreas para realizar esses voos de forma ilícita.
Extraditado do Panamá
Pokornik foi extraditado do Panamá para o Havai, onde está sendo processado. Caso seja condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão. O promotor dos EUA, Ken Sorenson, manifestou sua preocupação com o esquema, que lembra as artimanhas do famoso personagem de cinema Frank Abagnale, interpretado por Leonardo DiCaprio no filme "Catch Me if You Can".
Detalhes do Processo Judicial
No início deste mês, Pokornik, de 33 anos e residente de Toronto, foi preso no Panamá e foi levado aos EUA. Ele se declarou inocente durante a audiência no tribunal federal do Havai, onde foi indiciado em outubro passado por fraude. O juiz ordenou que ele permanecesse sob custódia enquanto o caso avança.
Atuação nas Companhias Aéreas
A acusação aponta que Pokornik trabalhou como comissário de bordo para uma companhia aérea com sede em Toronto entre 2017 e 2019. Após deixar seu emprego, ele supostamente usou a identificação falsa da empresa para obter passagens reservadas para pilotos e comissários de voo em três outras companhias aéreas.
Fraude e Identificação Falsa
A acusação detalha que Pokornik apresentou uma identificação falsa afirmando ser um piloto atual ou comissário de bordo para reivindicar benefícios de viagem normalmente oferecidos a funcionários de companhias aéreas quando há assentos disponíveis. Segundo a denúncia, as companhias aéreas mencionadas estão baseadas em Honolulu, Chicago e Fort Worth, Texas, mas seus nomes não foram divulgados. A companhia aérea com sede em Toronto, onde Pokornik supostamente trabalhou, também não foi revelada.
Controvérsias de Passagens
Representantes das companhias aéreas Hawaiian Airlines, United Airlines e American Airlines não responderam imediatamente a solicitações de comentários sobre o caso. Os promotores também relataram que, em algumas ocasiões, Pokornik solicitou acesso ao "jump seat" da cabine, que é geralmente reservado para pilotos fora de serviço, estagiários ou inspetores. Os documentos do tribunal não indicam se tais solicitações foram atendidas, e o escritório do promotor dos EUA não fez comentários.