Busca por irmãos desaparecidos no Maranhão continua com intensidade
As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem em ritmo intenso após 24 dias desde seu desaparecimento em Bacabal, no Maranhão. As equipes de resgate estão concentradas principalmente na área rural, próximo ao Rio Mearim, onde cães farejadores estão sendo utilizados em busca de pistas que levem à localização das crianças.
Desde o dia 4 de janeiro, quando as crianças desapareceram no povoado São Sebastião dos Pretos, a comunidade se mobilizou, e as equipes de segurança têm intensificado os esforços nas áreas de difícil acesso. No último fim de semana, um menino de 8 anos que estava junto com Ágatha e Allan foi encontrado e reenviado para sua casa. Ele foi internado durante quatro dias após o desaparecimento, apresentando sinais de debilidade.
Durante as buscas, as equipes de segurança foram reforçadas com a presença do Núcleo Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais. Essa equipe acompanhará o caso de perto e deverá visitar a comunidade nos próximos dias para ouvir moradores e entender melhor a situação.
Recentemente, a Polícia Civil de São Paulo descartou rumores de que as crianças poderiam ter sido vistas em um hotel no centro da capital paulista. A segurança ressaltou que não se trata das mesmas crianças que estão desaparecidas. Informações sobre os irmãos têm sido cuidadosamente verificadas, e a polícia orienta a população a não disseminar boatos.
Um aspecto inovador nas buscas é a adoção do protocolo Amber Alert, uma medida internacional destinada a agilizar a localização de crianças desaparecidas. Este sistema emite alertas que são amplamente divulgados em plataformas digitais, permitindo que mais pessoas fiquem cientes da situação e possam ajudar. O uso desse protocolo é considerado essencial, especialmente quando há indícios de que as crianças possam estar em perigo.
Na investigação em curso, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, tem enfatizado que qualquer informação não oficial pode prejudicar as buscas. Ele afirma que a propagação de notícias falsas não é apenas irresponsável, mas também um crime que pode complicar ainda mais a situação da família das crianças, que já enfrenta uma enorme dor com o desaparecimento.
Os últimos relatos confirmam que o menino de 8 anos que estava com os irmãos desaparecidos revelou alguns detalhes sobre o que aconteceu. Ele contou que a intenção inicial do grupo era ir até um pé de maracujá próximo de casa, mas a falta de acompanhamento de um adulto e a escolha de trechos não visíveis acabaram levando as crianças a se perderem na mata.
As buscas continuam intensas, e a comunidade local se une em esperança de que Ágatha e Allan sejam encontrados em breve. Todos seguem pedindo qualquer informação que possa ajudar na localização dos irmãos.