Motorista arrasta cachorra até a morte em Igarapava
Uma tragédia chocante ocorreu em Igarapava, onde uma cachorra prenha perdeu a vida após ser arrastada pelas ruas por uma caminhonete. O motorista, Lourival Ribeiro da Silva, de 65 anos, foi preso em flagrante, mas conseguiu responder em liberdade pelo crime de abuso contra animais. Durante a investigação, surgiram relatos de testemunhas que afirmam que o motorista estava ciente da situação e não parou mesmo após ser alertado.
De acordo com Lucas Fachim, um motorista de aplicativo que estava no local, Lourival sabia que a cachorra estava amarrada à traseira do veículo. Ele afirma que enquanto tentava chamar a atenção do motorista para impedir que continuasse a marcha, recebeu um desprezo total. 'A gente só queria cortar a corda para tirar a cachorra de lá e ele não parava', conta Fachim. Ele relata ainda que o motorista só parou quando foi fechado por outro veículo, momento em que Fachim tentou se aproximar para ajudar.
Apesar das tentativas de salvar a cachorra, o animal e seus dez filhotes não sobreviveram. O incidente ocorreu por volta das 20h na Rua Saldanha Marinho, no bairro Vila Marilene. Fachim detalha que percebeu a cachorra amarrada e começou a sinalizar para o motorista, que aparentava desinteresse pela situação. 'A gente estava buzinando e fazendo barulho, mas ele saiu em alta velocidade', afirma.
Lourival, em seu depoimento à Polícia Civil, atribuiu a culpa ao neto de 7 anos, que segundo ele pode ter amarrado o animal sem que ele percebesse. No entanto, as evidências apresentadas pelas testemunhas contradizem essa afirmação. Fachim destaca que, ao ser alertado sobre a presença da cachorra, o motorista se mostrou plenamente consciente da situação ao afirmar: "a cachorra é minha".
Além disso, Fachim lamenta o desfecho trágico, afirmando que 'ele sabia que a cachorra estava ali', notando a desumanidade da ação. O episódio levanta questões sobre a responsabilidade de motoristas e os direitos dos animais, gerando indignação em muitos que acompanham a situação. 'Alguém arrastar uma cachorra e um punhado de gente pedindo para parar poderia ser muito bem o filho, o netinho dele brincando na carroceria', alerta.
O caso gerou comoção na cidade e gerará um debate sobre a responsabilidade legal no tratamento aos animais e a necessidade de punições mais severas para os atos de crueldade. A sociedade espera que o motorista enfrente as consequências de suas ações e que a justiça seja feita em nome do animal que não pode se defender.