Flávia Bueno, influenciadora, recupera movimentos após tratamento experimental
A nutricionista e influenciadora Flávia Bueno, de 35 anos, está em recuperação após sofrer uma grave lesão na coluna durante um mergulho na praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo, na virada do ano. Flávia foi submetida a um tratamento experimental com a polilaminina, um composto que está em fase de testes no Brasil, e já apresenta sinais de melhora, conseguindo mexer o braço direito.
A jovem foi internada de emergência no Hospital Albert Einstein, onde seu tratamento acumulou custos superiores a R$ 1 milhão. A família, que não possuía plano de saúde, gerou mobilização em sua comunidade para arrecadar recursos necessários, utilizando plataformas de vaquinha virtual e organizando eventos beneficentes.
Na última quinta-feira, 22 de janeiro, a família conseguiu uma liminar na Justiça que autorizou Flávia a participar da aplicação experimental da polilaminina, substância desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os relatos indicam que, após a aplicação realizada no dia 23, Flávia já conseguiu movimentar seu braço, um progresso significativo após a gravidade da sua condição.
A polilaminina, que é uma versão laboratório da laminina, uma proteína chave para o desenvolvimento celular, ainda não possui a autorização formal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em humanos no Brasil. A aplicação foi realizada por médicos do laboratório Cristália, que desenvolve o medicamento, e a expectativa é que a substância ajude na recuperação das conexões neurais afetadas pela lesão medular.
Flávia apresentou lesões em três vértebras (C3, C4 e C5) e precisou ser submetida a cirurgias de emergência logo após o acidente. O irmão, Felipe Checchin, relatou que ela retratou-se fora de risco, mas que o tratamento correto no momento adequado é crucial para a recuperação total.
No dia do incidente, Flávia estava em companhia de uma amiga quando ocorreu o acidente. Apesar dos esforços para encontrá-la um plano de saúde, a família optou pela transferência para o Hospital Albert Einstein devido à urgência da situação, onde ela passou por duas cirurgias e continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A aplicação da polilaminina na Flávia foi aprovada pelo programa de uso compassivo da Anvisa, que permite o acesso a tratamentos experimentais por meio de judicialização. O laboratório também confirmou que Flávia não foi incluída nas fases formais do Estudo Clínico, mas aguardam resultados positivos para efeitos da aplicação da substância.
“A nossa esperança é que o sucesso desse medicamento ajude ela a retomar os movimentos logo”, disse Felipe, ressaltando o apoio e a solidariedade que a família tem recebido durante todo o processo.
Após várias tentativas de transferência para diferentes hospitais, a família decidiu manter Flávia no Einstein para garantir a continuidade do tratamento. Felipe comentou sobre a confiança na evolução da recuperação da irmã e que as doações recebidas estão sendo essenciais. A luta pela recuperação de Flávia não apenas representa uma batalha pessoal, mas também um esforço conjunto de amigos, familiares e apoiadores em busca de um futuro mais promissor para a influenciadora.
A família continua a arrecadar recursos para custear o tratamento e podem ser feitas doações através de uma chave pix disponibilizada para apoio.