Eleições em Costa Rica: Momento Crítico para a Democracia
Com uma tradição democrática robusta, Costa Rica se prepara para um dia de votação que pode determinar seu futuro. A candidata do presidente Rodrigo Chaves, Laura Fernández, é a favorita em todas as pesquisas, e as expectativas estão elevadas em todo o país.
Neste domingo, o eleitorado, composto por muitos jovens que votam pela primeira vez, compararam a experiência com uma 'fiesta eleitoral'. Carla Miranda, de 18 anos, carrega orgulhosamente a bandeira da Coalizão Agenda Ciudadana (CAC), e expressa entusiasmo. 'Estou informada sobre os partidos, não apenas sobre os candidatos', declara com esperança. Essa conscientização é crucial para um país que enfrenta a possibilidade de uma mudança significativa em seu modelo de governança.
A atual campanha eleitoral acontece em um cenário marcado pela polarização. Rodrigo Chaves, embora não se apresente, continua sendo uma figura central, atacando os candidatos da oposição em um contexto de tensão crescente. Laura Fernández busca garantir 40% dos votos para evitar uma segunda volta, enquanto as mesas eleitorais estarão abertas das 6h às 18h, com resultados preliminares esperados até às 22h.
O panorama eleitoral revela um eleitorado dividido: alguns desencantados, outros indecisos e muitos que demonstram seu apoio com orgulho, como Carla, que planeja votar em Claudia Dobles, do CAC. Ela acredita que esta coalizão possui uma chance real de mudança, apesar da insatisfação anterior com o PAC, o partido mais forte da aliança.
No coração de Alajuela, o clima entre apoiadores do governo e opositores é cordial, refletindo um ideal de democracia que tem prevalecido no país. Freddy Ramírez Mora, um respeitável professor aposentado, se considera um defensor da continuidade do governo Chaves, atribuindo a ele a estabilização econômica e o controle da inflação. 'Essa normalidade é a prova da solidez da nossa democracia', afirma.
No entanto, nem todos compartilham da mesma visão. Karla Chaves Brenes, candidata a deputada pela CAC, alerta que as eleições não são apenas uma escolha de líderes, mas uma luta pela preservação das garantias democráticas. Para ela, o governo atual representa uma ameaça ao Estado de direito, tensionando as instituições e dificultando a luta contra a criminalidade.
Chaves vê o maior adversário das eleições no abstencionismo, que ela considera um facilitador para candidatos autoritários. 'Quando a população não vota, facilita o caminho para a tirania', afirma, convocando o público a apoiar aqueles que realmente defendem a democracia.