Renan Filho destaca a necessidade de aliança mais ampla para Lula
O ministro dos Transportes, Renan Filho, que se prepara para concorrer ao governo de Alagoas, defende que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ampliar sua base de apoio além do Partido dos Trabalhadores (PT) e explorar alianças políticas estratégicas para isolar o bolsonarismo.
Segundo Renan, a proposta de uma oferta de vice ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro) poderia ser um passo importante para conquistar o apoio do partido à reeleição de Lula. "O MDB é muito importante para ampliar, do ponto de vista administrativo e ideológico, a candidatura do presidente Lula. Precisamos construir uma frente mais ampla do que o PT e do que o próprio presidente Lula", afirmou.
O ministro comentou que, com o fortalecimento de alianças, a candidatura de Lula poderia ocupar um espaço significativo no centro político, evitando a polarização com a direita. Ele ressaltou a importância dos resultados econômicos e sociais para a decisão do MDB sobre sua posição na próxima eleição, destacando que a convenção do partido irá definir o futuro do apoio.
"A gente (a ala governista do MDB) tem condição de ganhar. Obviamente, depende do processo de negociação com o governo", disse Renan, ressaltando que a negociação será influenciada pela proposta para os próximos quatro anos.
Quando questionado sobre a possível retirada de Alckmin da vice-presidência, Renan afirma que Lula está avaliando qual seria a melhor aliança para aumentar as chances de reeleição. "O vice-presidente Geraldo Alckmin é um grande vice e ampliou essa aliança neste primeiro mandato", comentou.
Renan Filho, que se considera pré-candidato ao governo de Alagoas, afirma que existem indefinições no cenário político local e que seu objetivo é participar da discussão sobre a formação de alianças, levantando a possibilidade da candidatura de outros líderes locais, como o prefeito de Maceió, JHC.
Além das discussões sobre alianças, Renan também falou sobre a reforma da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), que tem gerado controvérsias. Ele acredita que a retirada do exame de baliza não comprometerá a segurança no trânsito, apesar das críticas sobre a possível redução na formação dos condutores. "A segurança no trânsito não está relacionada com acidentes na hora da baliza, mas com excesso de velocidade, consumo de álcool e o uso de celular ao volante", afirmou.
Durante a conversa, Renan destacou que o governo está pronto para debater temas relevantes, como a segurança pública e a infraestrutura, com ênfase na realização de leilões de concessão de rodovias e ferrovias, que devem ocorrer ainda este ano. Ele projeta que o governo pode alcançar mais de R$ 400 bilhões em investimentos contratados nos próximos quatro anos.
"Vamos chegar a 23 leilões em 2026, entre rodovias e ferrovias. Isso aumenta o investimento em infraestrutura e desonera o Tesouro", completou Renan, demonstrando confiança em uma gestão que prioriza o desenvolvimento econômico e as parcerias com o setor privado.
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