General é afastado após acusações de sabotagem pelo presidente Petro
O general Edwin Urrego, que atuava como comandante da Polícia de Cali, viu sua carreira ser abalada após declarações do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que o implicaram em um suposto esquema de sabotagem. Segundo Urrego, ele já sabia que sua posição estava sob ameaça devido a desavenças com o ministro do Interior, Armando Benedetti.
Na manhã do dia 18 de dezembro de 2024, Urrego, que se recuperava de uma queda em sua residência em Cali, recebeu um vídeo impactante em seu celular. Nele, Petro falava sobre um complô para arruinar sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mencionou um suposto plano para plantar drogas em seu veículo presidencial, fazendo alusões que o relacionavam indiretamente ao caso. Urrego ficou chocado: "Essa informação, não importa por onde um analise, carece de veracidade".
O general, que ficou em contato constante com a imprensa após o acontecido, admitiu que, embora não quisesse dar entrevistas, acabou cedendo devido ao turbilhão em que se viu emaranhado. As palavras de Petro provocaram um efeito imediato: a ordem para seu afastamento da polícia foi emitida em poucas horas.
Urrego, que não pôde ser oficialmente notificado devido a sua licença médica, expressou em entrevistas que a situação era surreal e que ele já havia percebido que sua posição era instável. Ele mencionou que, devido a outras circunstâncias que ainda não podia comentar, estava ciente da verdadeira natureza dos riscos que corria em sua posição. "Vou falar quando chegar o momento", disse, acrescentando que desde as declarações do presidente, um relatório da Direção Nacional de Inteligência (DNI) começou a circular apoiando a denúncia.
Entretanto, até o momento, nenhum dos veículos de comunicação que tiveram acesso a este documento apresentaram evidências concretas que vinculassem Urrego ao alegado sabotagem. Ele mesmo teve acesso apenas a fragmentos do relatório, que considerou "carente de critério" e baseado em informações anônimas que não foram verificadas adequadamente.
Urrego nega categoricamente todas as acusações, incluindo o plano de colocar cocaína em seu veículo presidencial, e afirma que não existem ligações políticas ou contatos com agências estrangeiras como sugerido no relatório. "Tudo isso é falso", resume. O general evita utilizar a palavra 'vingança', mas deixa claro que houve má intenção em querer afastá-lo da Polícia Nacional. Juntamente com ele, o coronel Óscar Moreno Arroyave também foi afastado, sendo igualmente implicado nas acusações. Urrego declarou sua intenção de processar quem for necessário para esclarecer os fatos e restaurar sua honra. "Vou interpor as ações legais que permitam esclarecer esses eventos e limpar meu nome", declarou com firmeza.