Queda drástica nos investimentos em prevenção a chuvas em Minas Gerais
Nos últimos dois anos, o governo de Minas Gerais, sob a liderança do governador Romeu Zema, reduziu significativamente os investimentos em prevenção contra chuvas, passando de R$ 135 milhões para apenas R$ 6 milhões. Essa drástica queda ocorre em um cenário marcado por severos temporais que resultaram em pelo menos 30 mortes nos municípios de Juiz de Fora e Ubá.
Os dados revelam um titular impacto na infraestrutura de combate às chuvas no estado. Embora o governo tenha alocado R$ 135 milhões para esse setor, os gastos desabaram para R$ 41,1 milhões em 2024, e chegaram a meros R$ 5,8 milhões em 2023. Ultimamente, durante os dois últimos meses, a administração estadual destinou apenas R$ 16.100 para ações de combate aos temporais. Detalhes sobre os valores empenhados e pagos estão disponíveis no Portal de Transparência do estado.
Após os recentes temporais que afetaram vários municípios, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou a destinação de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá, com o objetivo de mitigar os danos causados pelas chuvas. Durante uma coletiva, Zema também mencionou que equipes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) seriam enviadas para identificar áreas de risco nas cidades afetadas.
O governo federal reconheceu a calamidade pública decretada pela prefeitura de Juiz de Fora. Em uma declaração nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou solidariedade à população local e informou que uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) estava a caminho da cidade. Além disso, a Defesa Civil Nacional está em alerta total, dada a previsão de novas chuvas.
Com a previsão de mais temporais, a Defesa Civil estabeleceu a evacuação completa de 24 ruas em quatro bairros de Juiz de Fora, com estimativa de retirar cerca de 600 famílias. A evacuação ocorre nos bairros Três Moinhos, Vila Ideal, Esplanada e Paineiras, onde moradores estão sendo orientados a deixar suas residências.
Esse cenário levanta preocupações sobre a eficácia das políticas de prevenção e resposta a desastres naturais em Minas Gerais. A falta de ação adequada e os cortes substanciais nos investimentos em infraestrutura de combate às chuvas podem ter consequências graves para a segurança da população e a integridade das cidades afetadas.
Procurada para comentar sobre a redução dos valores investidos em prevenção, a administração estadual não se manifestou até o fechamento desta matéria. O estado segue em um momento crítico, e obras de prevenção e socorro às vítimas das chuvas são urgentes e necessárias.