Trump defende aranceles enquanto enfrenta desafios econômicos
Durante um recente discurso sobre o estado da União, o presidente Donald Trump reiterou seu apoio aos aranceles, mesmo após um recente golpe de seu governo, com a decisão do Tribunal Supremo declarando inconstitucionais parte de suas políticas tarifárias. Embora Trump tenha se mostrado otimista, descrevendo a economia dos Estados Unidos como um "paraíso", a realidade pode ser mais complexa e preocupante para muitos cidadãos.
O discurso, realizado em Washington, abordou a "idade dourada da América", mas contrastou com dados de emprego que mostraram um crescimento mais lento e um aumento na desigualdade. Em 2025, a criação de empregos foi a mais baixa em um ano sem recessão, enquanto a inflação persiste, afetando severamente as famílias americanas.
Após a decisão do Tribunal Supremo, que questionou a base legal dos aranceles, Trump anunciou um novo arancel universal de 10%. No entanto, especialistas afirmam que a situação econômica global está incerta, prejudicando suas metas comerciais. Ele também insinuou que esses aranceles poderiam substituir o imposto sobre a renda, embora essa alegação encontre resistência devido ao grande volume de receita que os impostos sobre a renda geram em comparação com os aranceles.
"Não será necessária a intervenção do Congresso. Já foi provado e aprovado”, afirmou Trump, desconsiderando as leis em vigor que exigem uma revisão do Congresso a cada 150 dias. Recentes estudos da Reserva Federal de Nova York indicam que 90% dos custos dos aranceles são arcados por empresas e famílias americanas, uma realidade que o presidente evitou mencionar.
Em uma tentativa de combater as críticas, Trump destacou os esforços de seu governo para reduzir os preços de vários produtos, afirmando que os custos de itens essenciais, como ovos, caíram significativamente. Entretanto, dados mostram que, embora alguns produtos tenham visto uma redução, a maioria continua a aumentar. A inflação sobre alimentos, por exemplo, subiu 2,9% desde que Trump reassumiu o cargo.
A preocupação com a acessibilidade foi minimizada em seu discurso, apesar de ser um dos principais tópicos que influenciaram as recentes eleições, onde os democratas conquistaram vitórias significativas. A crise de custo de vida continua a ser uma preocupação central, afetando milhões de lares americanos.
Além disso, o presidente teve atritos com autoridades da Reserva Federal, refletindo um ambiente de tensão na gestão econômica. O desemprego, embora relativamente baixo, e a pressão por taxas de juros mais baixas permanecem como pontos críticos em sua agenda econômica.