Estratégia política do PL no Rio de Janeiro
O PL segue a sua estratégia em busca de colocar Douglas Ruas como governador-tampão do Rio de Janeiro antes de enfrentar Eduardo Paes nas próximas eleições. A proposta visa aproveitar uma possível vacância no governo estadual, contando com o apoio do senador Flávio Bolsonaro, com o intuito de fortalecer a campanhas do partido nas eleições vindouras.
Douglas Ruas, que atualmente é secretário de Cidades, está sendo considerado um ativo político de importância para a candidatura. A chapa do PL também incluirá Rogério Lisboa como vice, visando potencializar alianças conservadoras no estado.
A disputa pela sucessão
Com a intenção de que o deputado estadual licenciado e secretário de Cidades, Douglas Ruas, inicie a disputa contra o prefeito Eduardo Paes já com a cadeira de governador ocupada, o grupo político vê isso como uma antecipação importante diante de um adversário com longa trajetória política.
A definição sobre quem irá se candidatar na eleição indireta que deve acontecer nos próximos meses ficará para mais próximo do prazo legal. Contudo, Ruas desponta como a principal opção, mesmo com a preferência do governador Cláudio Castro de indicar o secretário de Casa Civil, Nicola Miccione. O grupo ligado ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Altineu Côrtes, e ao senador Flávio Bolsonaro apostam na candidatura de Ruas desde já.
Um cenário de vacância
A confirmação de que o governador Cláudio Castro pretende concorrer ao Senado resulta na criação de um cenário de dupla vacância no governo estadual. Thiago Pampolha, o então vice-governador, já assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Nesse contexto, será a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a responsável pela escolha do governador-tampão, após o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro assumir temporariamente o Palácio Guanabara.
Antes dessa movimentação, o Tribunal Superior Eleitoral deve retomar a análise do caso Ceperj, que pode resultar na cassação de Castro, tornando-o inelegível por abuso de poder político e econômico durante a eleição de 2022.
Composição da chapa e alianças
Numa reunião realizada em Brasília, o PL definiu a composição inicial da chapa para a eleição estadual. Caso essa estrutura se mantenha até a campanha, Douglas Ruas será candidato ao governo, acompanhado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, como vice. Lisboa, que havia sido objeto de interesse de Paes para a sua chapa, foi também anunciado como pré-candidato ao Senado.
Adicionalmente, outros nomes como Márcio Canella, prefeito de Belford Roxo, também são cogitados para o Senado, e Rogéria Bolsonaro foi indicada como suplente de Canella. Tal articulação visa reforçar o palanque de Flávio Bolsonaro em seu reduto político, onde a base conservadora enfrenta forte oposição do governo atual liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Movimentações e reações
A movimentação do PL surge em um momento em que o prefeito do Rio anunciou uma parceria com o MDB, apresentando a irmã de Washington Reis como candidata a vice, o que foi interpretado como uma ação que revitalizou o campo político conservador e acelerou as negociações. No entanto, o desejo do grupo de Paes em fechar acordos também evidencia uma luta interna por apoio no cenário eleitoral.
Douglas Ruas é visto como uma grande liderança, sendo elogiado por Flávio Bolsonaro, que destacou seu trabalho à frente da Secretaria de Cidades do Rio de Janeiro e sua respeitabilidade no meio político.
Experiência e trajetória de Douglas Ruas
Filho de Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo, um dos maiores colégios eleitorais do estado, Douglas Ruas tem uma carreira marcada por sua atuação na Polícia Civil e pelo trabalho em áreas que garantiram recursos para o município. Sua pré-candidatura ao governo surgiu a partir de um consenso entre as lideranças do PL, demonstrando uma intenção de fortalecer a posição do partido.
"A pré-candidatura, para eu colocar o meu nome, dependeria de ser um consenso das lideranças partidárias. Ninguém pode ser candidato de estrelismo"
Com os próximos passos da política fluminense se desenhando, o PL procura consolidar suas alianças e preparar o terreno para as disputas eleitorais que estão por vir, mirando no fortalecimento de sua presença no Rio de Janeiro.