Trump destaca domínios na América em discurso à nação
No último dia 25 de fevereiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu um extenso discurso sobre o estado da União no Capitólio, no qual se jactou das conquistas de sua administração e destacou a importância da segurança nacional. Em uma alocução repleta de autocomplacência e críticas a opositores, Trump reafirmou seu posicionamento firme contra o Irã, acusando o país asiático de buscar desenvolver mísseis intercontinentais capazes de atacar os EUA.
A declaração foi feita em um contexto de crescente especulação sobre um possível ataque militar dos EUA à República Islâmica, enquanto se aguardava a realização de novas negociações entre diplomatas iranianos e americanos em Genebra, programadas para quinta-feira. Em sua fala, Trump proclamou: "Não permitirei que o principal patrocinador do terrorismo no mundo possua uma arma nuclear".
Durante o discurso, que durou 108 minutos, o presidente também fez uma apologia a suas recentes operações militares na América Latina, incluindo a apreensão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O envolvimento dos EUA em questões de segurança na região foi retratado como uma prioridade em sua política externa, com Trump afirmando: "Estamos restabelecendo o domínio e a segurança dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental".
Como parte de sua retórica, Trump fez referências aos cartéis de drogas que, segundo ele, têm controle sobre vastas áreas de território na América Latina, e comentou sobre a recente morte de Nemesio Oseguera Cervantes, um dos narcotraficantes mais poderosos do México. O presidente relatou: "Agimos para garantir nossos interesses nacionais e para defender nosso país da violência e da injeção de drogas".
Em relação ao Irã, o mandatário enfatizou a necessidade de vigilância e proferiu uma nova série de avisos. Apesar do apelo por uma solução diplomática, sua comunicação foi marcada por um tom agressivo, reforçando que o programa nuclear iraniano representa uma séria ameaça à segurança global. Ele também foi criticado por não apresentar evidências robustas para suas alegações sobre a capacidade militar do Irã.
As discussões internacionais permanecem tensas, e durante a seu discurso, Trump não apresentou novas direções sobre a dosagem da presença militar americana no Oriente Médio, onde, segundo o The Washington Post, um terço da frota de guerra dos EUA está atualmente mobilizada.
A Europlace recebeu pouco destaque em sua fala, sendo mencionada apenas para reafirmar o compromisso dos membros da OTAN em aumentar seus gastos militares. Ao abordar a guerra na Ucrânia, que completou quatro anos desde a invasão russa, Trump minimizou suas consequências e reiterou sua visão de que a OTAN é responsável por financiar todo o apoio enviado ao país. "Estamos trabalhando duro para pôr fim ([à guerra]({{URL}}))", afirmou.
O discurso de Trump ilustra sua estratégia de comunicação que combina orgulho nacionalista com uma postura de força em política externa, ferramenta que ele pretende usar para galvanizar apoio entre seus eleitores.

