Perplexity lança Computer: um novo agente de IA para otimização de tarefas
A Perplexity apresentou recentemente a sua nova ferramenta chamada Computer, um agente de inteligência artificial que permite aos usuários atribuir tarefas e reintegrar diversos agentes operando diferentes modelos. O objetivo é que os usuários possam descrever um resultado desejado, como por exemplo: “planejar e executar uma campanha de marketing digital para o meu restaurante” ou “desenvolver um aplicativo Android que me ajude a realizar uma pesquisa específica no meu trabalho”.
O Computer então é responsável por idear subtarefas e delegá-las a múltiplos agentes conforme necessário, utilizando os modelos que a Perplexity considera mais adequados para a execução dessas tarefas. O mecanismo central de raciocínio atualmente opera com o Claude Opus 4.6 da Anthropic, enquanto o Gemini é utilizado para pesquisas mais profundas, o Nano Banana para geração de imagens, o Veo 3.1 para produção de vídeos, o Grok para tarefas leves onde a velocidade é crucial, e o ChatGPT 5.2 para "memória de longo prazo e busca ampla".
Como o Computer se destaca no mercado?
Essa abordagem de selecionar o melhor modelo para cada tarefa se diferencia de produtos concorrentes, como o Claude Cowork, que utiliza apenas modelos da Anthropic. Todos os processos são realizados na nuvem, integrando ambientes prontos para uso. A Perplexity destaca que “cada tarefa é executada em um ambiente isolado com acesso a um sistema de arquivos real, um navegador e integrações de ferramentas reais”.
O Computer visa facilitar o acesso a um fluxo de trabalho que já era utilizado por usuários avançados que, por sua vez, configuravam múltiplos modelos para tarefas específicas, utilizando o MCP (Model Context Protocol) para fornecer acesso a dados e aplicações em suas máquinas locais.
A evolução do OpenClaw e a resposta da Perplexity
Para entender melhor o contexto, é preciso abordar brevemente a história do OpenClaw, uma ferramenta de IA agente que utilizava grandes modelos de linguagem para operar independentemente como um processo em segundo plano no computador do usuário, executando uma ampla gama de tarefas, desde organizar emails até a construção de sites. No entanto, sua flexibilidade trouxe riscos significativos, como vulnerabilidades a erros e injeções de comandos, além de permitir ações indesejadas por meio de plugins não verificados.
A Perplexity Computer busca mitigar esses riscos de várias formas. Primeiramente, seu núcleo de operações ocorre na nuvem, ao invés do computador local do usuário, e mantém uma lista curada de integrações evitando o caos do OpenClaw, que era mais uma plataforma aberta. Essa comparação não é perfeita, mas de certa forma, o OpenClaw funcionava como a internet aberta de ferramentas de IA agentivas, enquanto o Computer se assemelha à App Store da Apple, mais restrita em termos de opções, mas mais segura em relevância ao controle de integridade das aplicações.
Embora a segurança tenha sido otimizada, riscos ainda existem. Modelos de linguagem podem falhar, o que é crítico se o Computer estiver trabalhando com dados que não estão armazenados em local seguro ou se os resultados não forem verificados corretamente. O objetivo do Perplexity Computer é aperfeiçoar e conter os poderes do virulento OpenClaw, competindo com outras soluções como o Claude Cowork, otimizando subtarefas através da seleção dos modelos mais adequados.
Certamente, esse não será o último jogador no espaço da IA a tentar essa abordagem, uma vez que a OpenAI já contratou o desenvolvedor do OpenClaw, com o CEO Sam Altman sugerindo que partes do que observamos no OpenClaw serão fundamentais para a visão futura de produtos da empresa.