MDB de Minas enfrenta resistência para filiação de Rodrigo Pacheco
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Minas Gerais enfrenta uma resistência interna significativa ao considerar a filiação do senador Rodrigo Pacheco, do PSD, como candidato ao governo do estado. Esta situação se torna ainda mais complexa com a pressão do Partido dos Trabalhadores (PT), que está tentando garantir um palanque adequado para a campanha de Lula, visando as próximas eleições.
Recentemente, a direção do MDB mineiro já formalizou a filiação do vice-governador Mateus Simões para a sucessão de Romeu Zema. Enquanto isso, Pacheco busca fortalecer suas alianças com o PSDB, intensificando as articulações políticas em Minas Gerais.
Na noite de quarta-feira, um episódio curioso ocorreu quando o deputado federal Newton Cardoso Jr., presidente estadual do MDB, recebeu uma ligação de Gleide Andrade, tesoureira nacional do PT. Ela questionou sobre a filiação de Pacheco, que era dada como certa pelo partido. No entanto, Cardoso Jr. respondeu de maneira direta, manifestando que gostaria de saber também, uma vez que nada havia sido acertado com o senador até aquele momento. Após o constrangimento, Edinho Silva, presidente nacional do PT, entrou em contato com Cardoso para discutir a situação em torno da possível filiação de Pacheco.
A movimentação é vista como estratégica pelo PT, que deseja que o MDB integre sua base no segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Em novembro passado, o partido lançou o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como pré-candidato ao governo. Recentemente, Azevedo divulgou em suas redes sociais uma mensagem de WhatsApp atribuída a Pacheco, na qual o senador negava ter discutido uma candidatura ao governo pelo MDB. Ele enfatizou que nenhuma declaração nesse sentido foi feita a ele e que havia mantido contato com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e com Cardoso Jr.
Adicionalmente, Pacheco tem avançado nas negociações de alianças ao se reunir, na terça-feira, com o deputado Aécio Neves, do PSDB-MG. Esse encontro, inicialmente noticiado pelo portal Metrópoles, enfocou o futuro posicionamento do PSDB no estado e as possibilidades de uma convergência com o plano político de Pacheco. Informações extraídas de fontes ligadas ao deputado e ao senador indicam que o PSDB deve apoiar Pacheco, independentemente de sua candidatura ao governo ou se apenas coordenação política em outra posição for estabelecida.
Embora Aécio Neves tenha sinalizado publicamente que poderia ser candidato ao governo de Minas ou ao Senado, em conversas privadas, ele tem afirmado que seu foco deve ser a reeleição à Câmara. A situação política em Minas segue em evolução, com muitos movimentos e articulações para moldar o cenário eleitoral nas próximas eleições.