Denúncia de Professor do Rio Grande do Sul
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou Conrado Paulino da Rosa, professor de Direito e advogado, por 12 crimes relacionados a dez mulheres, incluindo estupro e violência psicológica, ocorrendo entre 2013 e 2025. As alegações vêm à tona em um inquérito que investiga 24 incidentes de natureza sexual, sendo que a apuração contou com depoimentos de 18 vítimas e 16 testemunhas.
Relatos de Vitimas e Contexto da Acusação
De acordo com os relatos, as denúncias foram coletadas pela Polícia Civil e apresentadas ao MP-RS, detalhando uma série de episódios de violência sexual, física e psicológica perpetrados pelo professor. Os casos envolvem mulheres que mantiveram diferentes tipos de relacionamento com ele, frequentemente em situações onde estavam vulneráveis.
A acusação inclui situações em que as vítimas relataram ter passado mal após ingerir bebidas oferecidas por Conrado, deixando-as desorientadas. Outras mulheres narraram experiências de violência física e coerção, incluindo agressões durante encontros onde expressaram claramente seu desejo de não continuar. Um relato destaca uma mulher que se encontrou em estado letárgico em um hotel e enfrentou resistência ao tentar não manter relação sexual.
Relatos de Violência Psicológica e Medidas Cautelares
A defesa de Conrado contestou a legalidade das informações divulgadas, afirmando que a denúncia deveria permanecer sob sigilo até que os advogados tivessem acesso ao seu conteúdo. A Justiça do RS já havia imposto medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e restrições de contato com possíveis vítimas.
Relatos adicionais de violência psicológica foram incluídos na denúncia. Uma das vítimas relatou ter sido humilhada, enquanto outra afirmou ter sido impedida de sair de um motel por Conrado, que teria agredido a mulher antes de consumar a violência sexual.
Consequências para o Professor de Direito
O caso atraiu a atenção da mídia, especialmente pela gravidade das acusações e pelo papel que Conrado desempenhava em instituições educacionais. Ele trabalhou na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) de Porto Alegre, onde foi desligado após o início das investigações. Apesar de seu currículo robusto na academia do Direito, a Fundação não esclareceu os motivos exatos de sua demissão.
Como Denunciar Casos de Violência
É fundamental que as vítimas de violência saibam que podem buscar ajuda. Denúncias podem ser efetivadas na Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Para maior comodidade, também está disponível a Delegacia Online para registrar ocorrências sem a necessidade de comparecimento presencial.
Nota à Imprensa pela Defesa
A defesa de Conrado Paulino da Rosa expressou preocupação com a divulgação de detalhes da denúncia, defendendo que a legalidade do processo precisava ser respeitada para garantir o direito ao contraditório e ampla defesa.