Direita colombiana ganha força com ascensão de Paloma Valencia
A campanha eleitoral na Colômbia está se intensificando à medida que novos atores políticos emergem. Paloma Valencia, vinculada ao uribismo, tem se destacado nas últimas pesquisas, alterando o equilíbrio do antipetrismo, faltando apenas uma semana para as eleições legislativas e primárias partidárias.
Na capital colombiana, Bogotá, Valencia tem ganhado notoriedade, especialmente após uma trajetória que a levou de posições secundárias em pesquisas a um crescimento considerável nas intenções de voto. As eleições no dia 8 de março não definirão o novo presidente, mas serão cruciais para identificar candidatos e tendências que influenciarão a primeira volta da eleição presidencial marcada para 31 de maio.
A ascensão de Valencia é notável. Até recentemente, ela estava próxima de apenas 1% em algumas pesquisas. Em janeiro, suas intenções de voto eram inferiores a 7%, e neste momento, ela já atinge cerca de 10%. Apesar de ainda estar atrás de líderes como Iván Cepeda, Abelardo De la Espriella, e Sergio Fajardo, sua evolução pode sinalizar mudanças significativas na dinâmica política da direita colombiana.
Um paralelo interessante pode ser traçado com as eleições de 2018. Naquela época, Iván Duque, candidato apoiado por Uribe, também começou com uma base baixa de apoio, mas subiu abruptamente nas intenções de voto e acabou sendo eleito presidente. Isso serve como alerta para os candidatos de hoje: mudanças tardias podem ser decisivas e alterar o rumo das eleições.
Valencia é uma figura carismática. Advogada e senadora desde 2014, ela se destaca por suas intervenções contundentes contra o governo atual de Gustavo Petro. O perfil combativo no Congresso, associado à herança política de sua família, posiciona-a como uma das líderes do uribismo. Sua equipe interpreta esse crescimento recente como uma combinação de apoio partidário e uma tentativa de se aproximar do centro do eleitorado, expandindo seu apelo além das bases tradicionais do uribismo.
“Uribe se envolveu ativamente na campanha”, afirmam fontes próximas à candidata, enfatizando que Valencia se apresenta como uma figura mais democrata e menos polarizadora. Essa estratégia busca conquistar não apenas os eleitores conservadores, mas também aqueles que podem ter simpatia pela ideologia de esquerda. A concorrência direta vem de Abelardo De la Espriella, que, representando a extrema direita, se torna uma barreira para a construção de uma coalizão mais ampla em torno de Valencia.
Independentemente do cenário, o apoio adicional de Uribe a Valencia pode ser fundamental, principalmente se De la Espriella se alinhar a ela para evitar uma potencial vitória de Cepeda, candidato da esquerda, nas próximas eleições. Atualmente, Valencia representa uma incógnita na corrida, mas seu nome já faz parte das conversas sobre as futuras disposições eleitorais.