Conflito no Oriente Médio se intensifica com novos ataques
Um novo front foi aberto na guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã, com a participação do Hezbollah. Na manhã de segunda-feira, o grupo libanês e as forças israelenses relataram ataques mútuos, tornando a situação regional ainda mais volátil. O Hezbollah declarou que iniciou os ataques em vingança pela morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e mira em um ponto estratégico israelense.
No inicio da operação, o Hezbollah afirmou ter lançado "uma salvas de mísseis avançados e uma enxurrada de drones" contra um local de defesa de mísseis em Haifa, no norte de Israel. Em declaração à mídia libanesa, o grupo justificou os ataques como parte da retaliação pela morte de Khamenei, um dos figuras centrais do regime iraniano.
Respostas das Forças Israelenses
As Forças de Defesa de Israel (IDF) também se manifestaram, afirmando que iniciaram ataques a alvos do Hezbollah no Líbano "em resposta ao fogo de projéteis em direção ao norte de Israel". A declaração também mencionou que o Hezbollah opera em nome do regime iraniano, direcionando tiros contra civis israelenses e causando destruição no Líbano.
As forças israelenses informaram que estavam preparadas para um "cenário em todas as frentes" e que os lançamentos realizados pelo Hezbollah atingiram áreas abertas dentro do território israelense. Em resposta, a força aérea israelense começou a bombardear a área de Beirute. Vídeos nas redes sociais da capital libanesa mostram carros e edifícios danificados, especialmente na periferia sul, em Dahieh, embora a extensão total dos ataques ainda não esteja clara.
Efeitos no Líbano e a Condenação do Governo
A situação se complicou após os primeiros ataques, pois o presidente libanês, Joseph Aoun, condenou publicamente os bombardeios israelenses em uma declaração na plataforma X. No entanto, ele também apelou ao Hezbollah que interrompesse os ataques contra Israel, alertando sobre o perigo de usar o Líbano como um palco para guerras por procuração. Apesar do governo libanês administrar o estado, o Hezbollah mantém uma milícia com significativa influência política no país.
As mídias libanesas relataram que o ministro da Justiça, Adel Nassar, orientou as autoridades locais a mobilizar forças de segurança para impedir novos lançamentos de foguetes pelo Hezbollah.
Crescimento das Ações de Irã e Hezbollah na Região
Historicamente, o Hezbollah tem recebido apoio constante do Irã. Após o início dos ataques israelenses, Teerã lançou mísseis e drones contra vários vizinhos, incluindo os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, afirmando que as ações visavam instalações militares. A participação do Hezbollah significa que a resposta de Teerã agora conta com o apoio de um de seus aliados regionais, embora o grau de envolvimento do grupo libanês ainda seja incerto.
Preocupações permanecem sobre um possível aumento das atividades dos Houthis, um grupo rebelde do Iémen intimamente ligado ao governo iraniano, que pode reiniciar ataques no Mar Vermelho. Os Houthis já lançaram drones e mísseis em navios comerciais que tentavam passar pela importante rota de navegação, alegando que eram protestos contra a intensa campanha de bombardeio de Israel e a ocupação em Gaza.
No Estreito de Ormuz, uma via vital para o mercado global de petróleo, vários petroleiros relataram terem sido atacados, enquanto a guerra continua. Embora o Irã mantenha controle considerável sobre o estreito, não está claro quem está orquestrando ou lançando esses ataques.
Este artigo foi atualizado para refletir declarações de autoridades governamentais libanesas.