Israel ataca caças antigos do Irã em operação militar
Recentemente, Israel divulgou vídeos de bombardeios realizados em duas aeronaves F-4 e F-5, de fabricação americana, enquanto se preparavam para decolar. Esses caças, vendidos ao Irã antes da Revolução de 1979, fazem parte de uma frota de aeronaves cuja eficiência foi comprometida por sanções. As imagens mostram os ataques direcionados contra os caças no aeroporto de Tabriz, no oeste do Irã, em uma operação conjunta entre as forças armadas dos EUA e de Israel.
A força aérea iraniana, composta em grande parte por aeronaves antigas, enfrenta dificuldades em suas atividades devido a esses bombardeios. A ação foi parte de um esforço maior denominado Operação Epic Fury pelos EUA e Operação Roaring Lion por Israel, que visa desestabilizar a liderança iraniana e fomentar uma troca de regime em Teerã. Desde o início dessa operação, tanto Israel quanto os EUA afirmam ter eliminado dezenas de autoridades iranianas, incluindo o Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei.
Em resposta a esses ataques, o Irã realizou várias fases de retaliação, utilizando mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região, incluindo no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. As operações conjuntas são anunciadas para continuar nas próximas semanas, visando desmantelar ainda mais as atividades da força aérea iraniana e minar sua defesa aérea.
Os caças F-4 Phantom II, uma vez considerados a espinha dorsal das forças armadas dos EUA durante a Guerra do Vietnã, são um dos muitos modelos obsoletos que o Irã ainda opera. A fabricação desses aviões pela McDonnell Douglas, incorporada à Boeing, data dos anos 60, e a aeronave se destacou em várias missões até o início dos anos 90, quando foi gradualmente substituída por aeronaves mais modernas como o F-15 e o F-16.
Com o avanço do tempo e sob restrições comerciais, o Irã manteve um número considerável de F-4s e F-5s, mas sua capacidade operacional é questionável. Estima-se que o país possua em sua frota cerca de 60 unidades de F-4, menos de 50 F-5 e entre 20 e 30 F-14. A falta de manutenção e peças de reposição, fruto do embargo, prejudica ainda mais a situação da força aérea iraniana, que se vê em desvantagem diante da tecnologia superior de Israel e dos EUA.
A vantagem aérea Israelense é sustentada pela utilização de caças de quinta geração como o F-35, além de uma frota de caças de quarta geração bastante capazes, incluindo F-16 e F-15. Historicamente, em conflitos anteriores, Israel afirmou ter alcançado superioridade aérea em múltiplas áreas do Irã, utilizando uma combinação de aeronaves modernas e atacando as defesas aéreas do país.
Esses eventos refletem a complexa dinâmica geopolítica da região, marcada por conflitos duradouros e tensões constantes entre as nações envolvidas.