Israel intensifica tensões com ataque a Irã e aliados discutem resposta
Em um cenário crescente de tensão no Oriente Médio, Israel anunciou que bombardeou um encontro do conselho de 88 membros no Irã, onde seriam discutidas as próximas movimentações políticas após a liderança de Ali Khamenei. O ataque levanta um novo capítulo no conflito entre o país hebreu e a nação persa, ao passo que o Reino Unido busca apoio de seus aliados europeus, incluindo França e Alemanha, para uma posição conjunta e defensiva.
O Primeiro-Ministro britânico, Keir Starmer, declarou que os Estados Unidos poderão utilizar bases militares britânicas para realizar ataques direcionados a alvos iranianos. Em uma coletiva na residência oficial em Downing Street, ele enfatizou a necessidade de uma resposta legal e bem fundamentada para qualquer ação contra o Irã, distanciando-se de intervenções militares que poderiam ser consideradas ilegais.
Starmer, ao abordar a questão no parlamento, reiterou que qualquer movimento do governo britânico será pautado em diretrizes legais e terá o suporte de um planejamento sólido. “Todos lembramos os erros do passado, especialmente em relação ao Iraque, e essas lições devem ser aprendidas”, afirmou. Ele assegurou que o Reino Unido não se envolverá em uma ofensiva direta contra o regime de Teherã.
O primeiro-ministro britânico deixou claro que as ações de seu governo se concentram em evitar que o Irã utilize seus mísseis contra civis e países que não estão envolvidos no conflito. “A única forma de neutralizar a ameaça proveniente do Irã é desmantelar suas capacidades de ataque em solo, tanto nos depósitos de armazenamento como nas plataformas de lançamento”, disse Starmer.
Além disso, Starmer aproveitou a situação para consolidar uma colaboração robusta entre Reino Unido, França e Alemanha, que, em um comunicado conjunto, se comprometem a responder a qualquer provocação do Irã a seus interesses na região. França, em particular, têm sido um ator diplomático importante, especialmente com seus esforços recentes de estabilização no Líbano.
Por outro lado, a Alemanha, conforme relatado pelo ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, reconhece que, apesar da declaração conjunta, a capacidade militar do país na região é limitada e que a República Federal não tem intenção de se envolver diretamente nas operações lideradas pelos Estados Unidos.
O ataque militar em andamento também surpreendeu a França, que possui cerca de 900 militares na base naval de Mina Zayed e em Al-Dhafra. O presidente Emmanuel Macron se comprometeu a convocar uma reunião de segurança nacional para acompanhar a evolução da situação, dada a relevância das forças armadas francesas alinhadas com os Emirados Árabes, Qatar e Kuwait.