Begoña Gómez: Desdobramentos sobre Viagens Suspeitas Revelam Fracasso Judicial
A investigação sobre as viagens de Begoña Gómez, esposa do presidente espanhol Pedro Sánchez, enfrenta novos desafios após a Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil não encontrar indícios de movimentações suspeitas. O juiz Juan Carlos Peinado, que mantém Begoña sob investigação por suspeitas de malversação, havia solicitado informações detalhadas sobre seus deslocamentos, mas apenas um traslado à República Dominicana foi confirmado.
O juiz Peinado, desde 2024, questiona a relação de Begoña com supostas transações irregulares e a utilização de sua assessora, Cristina Álvarez, em atividades privadas. A UCO informou ao juiz que, de acordo com a Oficina Nacional de Informação do Passageiro (ONIP), apenas um voo de Begoña para a República Dominicana em 2022, conhecido há tempos e realizado a trabalho, foi identificado.
No último requerimento, Peinado pressionou o Ministério do Interior a fornecer dados sobre viagens feitas por Gómez e Álvarez. O magistrado procurava saber quais deslocamentos eram de caráter institucional e quais eram de natureza privada, especialmente após Begoña e Álvarez se negarem a entregar os passaportes quando requisitados.
Conforme o relatório enviado ao juiz, a única viagem registrada foi para a República Dominicana, com partida de Madrid em 1 de junho de 2022 e retorno em 3 de junho do mesmo ano. A UCO enfatizou que não foram localizados outros voos ou viagens conjuntas relacionadas aos outros países mencionados pelo juiz, como a República do Congo e outros estados africanos e europeus.
Embora o documento também mostre que Begoña fez 36 voos para diversos destinos, como Ghana, Egito, Itália e Suíça, essas informações não foram solicitadas pelo juiz, limitando consideravelmente o escopo da investigação. Para a assessora, apenas quatro viagens para o México e os EUA foram registradas.
O voo para a República Dominicana era com a companhia Air Europa e ocorreu durante um congresso ibero-americano em junho de 2022. Fontes de La Moncloa destacam que a viagem já era de conhecimento público, e as tentativas do juiz, que buscou vincular Begoña ao socorro financeiro da companhia durante a pandemia, foram rechaçadas pela Audiencia Provincial de Madrid, que reiterou não haver evidências que sustentassem tal conexão.
Conforme mencionado pela UCO, não há novidades que justifiquem a continuidade dessa linha de investigação, levando a um momento de incerteza e questionamento sobre os reais fatos que cercam as atividades de Begoña Gómez.