Ucrânia apoia EUA no combate aos drones Shahed do Irã
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, anunciou que seu país está prestando apoio aos Estados Unidos no combate aos drones Shahed, desenvolvidos pelo Irã. Em uma postagem nas redes sociais, Zelenskyy afirmou: "Recebemos um pedido dos Estados Unidos para suporte específico na proteção contra os 'shaheds' na região do Oriente Médio".
Para atender à solicitação, o presidente ucraniano afirmou ter dado instruções para fornecer os meios necessários e garantir a presença de especialistas ucranianos capazes de assegurar a segurança requerida. "A Ucrânia ajuda parceiros que ajudam a garantir nossa segurança e proteger as vidas de nosso povo", acrescentou.
Os drones Shahed se destacam como armas de ataque de baixo custo e longo alcance, e têm sido um componente significativo no conflito na Ucrânia. Nesse sentido, as forças armadas da Rússia têm utilizado extensivamente esses drones, com Zelenskyy revelando que a Rússia está produzindo cerca de 500 unidades diárias. Ele também enfatizou que os drones interceptadores construídos pela Ucrânia não são suficientes para enfrentar o grande número de drones Shahed lançados contra eles.
Em uma declaração posterior, Zelenskyy mencionou que recebeu "sinais de parceiros no Oriente Médio" após ataques dos drones Shahed contra civis em seus países. Esses parceiros buscam a experiência da Ucrânia no manuseio dos drones. "Se representantes deles vierem, forneceremos a expertise necessária", disse ele.
Além disso, o presidente ucraniano expressou preocupações de que a máquina de guerra russa estaria fornecendo peças eletrônicas ao Irã para a construção dos drones Shahed. Essas declarações surgem em um momento crítico, logo após o início de um novo conflito no Irã, que resultou em bombardeios dos EUA e de Israel contra alvos no país, incluindo a morte de importantes líderes iranianos.
Como resultado da escalada, o Irã retaliou com ataques a embaixadas e bases militares dos EUA na região do Golfo. O ex-presidente Donald Trump sugeriu que o conflito poderia se prolongar, afirmando que os EUA dispõem de "um suprimento virtualmente ilimitado" de armas, com a possibilidade de que a guerra dure mais do que cinco semanas.
A situação levou o Departamento de Estado dos EUA a recomendar que cidadãos americanos evacuem a região do Oriente Médio, enquanto embaixadas estão oferecendo assistência de evacuação, com os voos comerciais ainda interrompidos.
Representantes do Departamento de Guerra dos EUA e do ministério da Defesa da Ucrânia não comentaram sobre os detalhes do suporte fornecido até o momento.