Condenação de madrasta por envenenamento gera reações nas redes sociais
A recente condenação de Cíntia Mariano Dias Cabral a 49 anos e meio de prisão pelo envenenamento de seus enteados provocou intensas reações entre familiares e amigos de Fernanda Cabral, de 22 anos, que perdeu a vida em 2022, e de Bruno Carvalho Cabral, hoje com 16 anos, que sobreviveu ao ataque.
O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, e após quase 16 horas de audiência, o veredito foi deliberado em menos de meia hora. A sentença foi lida pela juíza Tula Corrêa de Mello na manhã do dia 5 de março de 2026.
No caso, Cíntia foi condenada por homicídio qualificado pela morte de Fernanda e por tentativa de homicídio contra Bruno, que se recuperou após um episódio similar de envenenamento. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ela utilizou "chumbinho", um veneno proibido, nos alimentos oferecidos às vítimas, o que resultou em uma investigação detalhada pela Polícia Civil.
Após o julgamento, familiares e amigos se manifestaram nas redes sociais. Jane Cabral, mãe de Fernanda, compartilhou um desabafo pela amiga da filha, Mariana Dias, que acompanhou o julgamento. "Nada vai trazer a nossa Fefa de volta, mas hoje o coração fica um pouco mais aliviado em saber que a Justiça foi feita", afirmou Mariana.
Lucas Mariano Rodrigues, filho da ré, também falou abertamente sobre a condenação. Ele publicou: "Única e última vez que venho falar disso aqui. A justiça foi feita! Pra mim, o caso sempre foi bem esclarecido e sempre dormi de cabeça tranquila". A sinceridade de Lucas revela um intenso conflito emocional, dado que ele depôs contra a própria mãe no tribunal.
O namorado de Fernanda na época, Pedro Lopes, expressou um misto de alívio e tristeza nas redes sociais, afirmando: "Vitória para todos que lhe amam. Após 4 anos de espera, a justiça está feita. Nada vai trazer a Fernanda de volta, mas minimamente o coração fica mais tranquilo".
Lôra Lopes Costa, mãe de Pedro, também compartilhou sua dor pela perda de Fernanda, afirmando que a condenação foi um passo para a busca de justiça, mesmo sem conseguir trazer a jovem de volta.
O caso se desenrolou em 2022, quando Fernanda passou mal após ingerir alimentos preparados por Cíntia. As suspeitas se intensificaram após Bruno ter um episódio similar, levando a um inquérito policial. Testemunhas confirmaram que Cíntia havia admitido os crimes, resultando na sua prisão em maio daquele ano.
Durante o processo legal, Cíntia teve suas defesas contestadas, e o júri popular foi a decisão final. O advogado de defesa já declarou intenção de recorrer da sentença, o que pode prolongar ainda mais a agonia das famílias envolvidas.