Catalunha enfrenta pressão por aprovação de orçamentos estaduais
A situação política na Catalunha está se tornando crítica, pois o governo enfrenta a possibilidade de não aprovar os orçamentos para 2026. Alícia Romero, conselheira de Economia, alerta que a inatividade pode comprometer o pagamento de salários de professores e policiais se não houver uma resolução até abril.
No Palau de la Generalitat, Alícia Romero expressou sua preocupação, afirmando que se os orçamentos não forem aprovados, a Generalitat sofrerá consequências drásticas. "Se não há orçamentos, é muito difícil cumprir os acordos recentes para aumentar os salários dos mossos e dos professores", disse ela. A conselheira enfatiza a importância de dar estabilidade aos setores essenciais, como educação e segurança pública, que contribuem para o bem-estar da sociedade.
O Parlamento da Catalunha, na próxima semana, terá a responsabilidade de decidir se os orçamentos serão aprovados ou bloqueados definitivamente. A conselheira Romero estendeu a mão ao partido ERC, solicitando que suas exigências sejam incorporadas ao plano orçamentário, mas enfatizou que não haverá espaço para negociações excepcionais fora desse contexto.
"Em uma prorrogação orçamentária, sem suplementações, será complicado cumprir os acordos e muitos outros compromissos. Os cidadãos merecem saber para onde está indo seu governo", acrescentou Alícia, ressaltando a necessidade de um orçamento que garanta estabilidade e progresso.
A conselheira adverte que se ERC não retirar as emendas, a situação pode se agravar. O impacto da decisão pode ficar evidente se as contas não forem aprovadas, resultando em cortes nos serviços públicos planejados. "Faremos o possível para que os orçamentos sejam aprovados. Eles são a prioridade e a responsabilidade em um momento de incerteza", afirmou.
Um dos pontos delicados da negociação envolve o IRPF, onde ERC busca um gesto do governo central. Romero acredita que há garantias suficientes para o avanço na gestão tributária, mas reconhece que as transformações necessárias exigem tempo. A conselheira reafirma que as negociações continuam em andamento e que o governo está comprometido em trazer soluções eficazes.
A expectativa é que uma proposta de modelo de financiamento gere um impacto financeiro positivo, mas a conselheira reconhece que todos os esforços devem ser voltados para a aprovação do orçamento, o que não deve ser subestimado.
Na esfera econômica, Alícia Romero mencionou que as empresas estão pedindo cautela e uma abordagem prudente diante do panorama atual. A intenção é evitar alarmismos e garantir que todas as medidas sejam completadas conforme necessário.