Divisão na base do governo Zema abre caminho para novas candidaturas
A disputa pelo governo de Minas Gerais resultou em um racha na base do governador Romeu Zema, criando uma oportunidade para o senador Cleitinho Azevedo se lançar como candidato, com o apoio do Republicanos. O vice-governador Mateus Simões encontra resistência dentro do PSD, enquanto os Republicanos apostam em Azevedo, apesar das críticas dentro do partido. Essa divergência resulta na formação de novas alianças e pode impactar significativamente a próxima eleição estadual.
As articulações para a eleição em Minas estão em pleno andamento, e a direita se fragmenta entre as opções apresentadas. De um lado, o vice-governador Mateus Simões (PSD) pressiona por um controle maior sobre sua chapa, que, até o momento, tem enfrentado disputas internas. Simões crê que a escolha do candidato a vice pertence a Zema, por meio de um acordo prévio entre os dois partidos.
No entanto, a cúpula nacional do partido Novo manifestou que, caso o entendimento não seja cumprido, poderá apoiar outro candidato no estado. Embora Zema e Simões tenham desmentido publicamente qualquer possibilidade de ruptura, o atrito interno começa a provocar desgaste nas relações entre os partidos.
A clivagem entre o PSD e o Novo coincide com um momento em que a direita mineira se estrutura para a disputa. A busca de apoio do Republicanos por Cleitinho não foi bem recebida por Simões, que, em recente evento em Uberlândia, criticou a ênfase do partido em lançar novos candidatos em vez de focar em resolver questões internas do partido, incluindo investigações que envolvem o presidente estadual do Republicanos, o deputado federal Euclydes Pettersen (MG).
“O Republicanos precisa se preocupar mais em explicar a situação do presidente estadual do partido, que está quase preso pela Polícia Federal, do que ficar falando em administrar o estado”, afirmou Simões.
Procurado por vozes da imprensa, Azevedo expressou um tom conciliador, afirmando que respeita a trajetória de Simões. Ele se disse aberto ao diálogo e à possibilidade de um entendimento, em busca de unificar forças.
O senador fez questão de comunicar que, no momento, evitará discussões sobre sua candidatura até maio ou junho. No entanto, após receber apoio das lideranças do Republicanos, Cleitinho começou a promover sua imagem nas redes sociais, afirmando que sua dedicação à educação e a Minas Gerais o mobilizam a disputar o cargo.
Além disso, o senador está dialogando com outros nomes da influência bolsonarista em Minas, como o deputado Nikolas Ferreira (PL), a quem ofereceu apoio em sua própria candidatura, embora Ferreira não tenha demonstrado interesse em se afastar de sua própria reeleição.
Entre os aliados de Simões, há uma expectativa positiva quanto ao aumento de sua visibilidade ao assumir o governo, em virtude da saída de Zema do cargo no final deste mês, prevista para ocorrer no dia 22 de março.
Portanto, o cenário político em Minas segue em constante transformação, e a disputa promete ser acirrada nas próximas eleições, à medida que os atores políticos buscam consolidar suas posições e alianças estratégicas.

