Um ano se passou e a dor aumentou para familiares das vítimas
O desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido em 22 de dezembro de 2024, resultou na tragédia que deixou 14 mortos e três desaparecidos. Mais de um ano depois, familiares das vítimas ainda enfrentam a dor da perda e clamam por respostas e indenizações. Uma nova estrutura foi inaugurada no mesmo local em 2025, mas a busca por justiça continua.
As memórias que atormentam
Após a divulgação de novas imagens que mostram o colapso da ponte e o momento em que veículos foram arremessados, o sofrimento de parentes se intensificou. Entre eles, a irmã da jovem Lorena Ribeiro, Amanda Rodrigues, expressou a dor imensurável que a família ainda carrega. “Minha mãe, desde ontem, quando começou a questão dos vídeos está sofrendo muito, chorando o tempo todo. Nós estamos todos chorando, todos sofrendo”, afirmou Amanda. Lorena, que tinha apenas 25 anos e sonhava em cursar Direito, foi a primeira vítima identificada após a tragédia.
A luta por indenizações
De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), há várias ações judiciais em curso, tanto por particulares quanto por organizações da sociedade civil, discutindo diferentes formas de indenização, incluindo danos materiais e morais. Entretanto, as famílias ainda não receberam qualquer auxílio financeiro. “As famílias não foram indenizadas em nada, nenhuma família recebeu auxílio ou alguma ajuda. Para nenhuma das vítimas, todos estão sem apoio até hoje”, contou Amanda, indignada com a situação.
A queda da ponte e as alertas ignoradas
A Ponte Juscelino Kubitschek desabou enquanto um vereador local filmava as condições da estrutura, em um momento que levantou questões sobre a segurança da obra. No dia do desabamento, três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões caíram no Rio Tocantins. Dentre os caminhões, dois transportavam materiais perigosos: 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas. Esse fato levanta preocupações adicionais sobre a gestão de risco e a resposta das autoridades.
Novas ações e o caminho para a justiça
Embora a nova ponte tenha sido inaugurada em 22 de dezembro de 2025, as indenizações para as famílias das vítimas ainda parecem distantes. O DNIT afirma que não há um cronograma definido para os pagamentos, devido à complexidade das ações judiciais que estão tramitando. As famílias devem aguardar o andamento dos processos por intermédio de seus advogados ou através do Ministério Público.
O que diz o DNIT?
O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), encontram-se atualmente judicializadas. No momento, não é possível estabelecer um prazo específico para o pagamento das indenizações.
A tragédia trouxe à tona não apenas a dor de perdas irreparáveis, mas também a necessidade de um sistema de resposta mais ágil e eficiente para famílias afetadas por desastres dessa natureza.
O caso continua em andamento e as famílias esperam por um desfecho que lhes traga, ao menos, um pouco de paz após tanta dor.