Médico é investigado por importunação sexual em UPA de SP
João Batista de Resende, médico de 67 anos, está sendo investigado por importunação sexual após tocar de forma inapropriada em uma paciente de 18 anos em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Franca, São Paulo. O incidente ocorreu durante uma consulta na quarta-feira, 18, quando a jovem se dirigiu à UPA com sintomas de dor de garganta.
Conforme as informações divulgadas pela delegada Juliana Paiva, a paciente relatou que o médico aferiu sua temperatura de maneira inadequada, tocando em seus seios. Após a denúncia, a Polícia Militar foi chamada ao local e o médico foi detido. No entanto, ele foi liberado durante a audiência de custódia realizada no dia seguinte. O caso foi registrado como importunação sexual mediante fraude na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A Secretaria de Saúde local afastou Resende e iniciou um processo administrativo para apurar as circunstâncias do ocorrido, afirmando que tomará todas as medidas necessárias.
Funcionários da UPA se manifestaram, mencionando que esses comportamentos do médico são recorrentes, utilizando a frase "o doutor ataca novamente". Isso levanta a preocupação de que outras vítimas possam existir. Em seu depoimento à polícia, o médico não negou ter tocado a paciente, mas gaguejou ao tentar justificar sua ação. Ele alegou que não possuía um termômetro à disposição e que não solicitou outro porque a jovem já havia sido triada, sem apresentar febre.
Na quinta-feira, uma mulher se apresentou à polícia para relatar um incidente semelhante que ocorreu em 2019, quando foi atendida pelo médico por uma dor nas pernas. Esta mulher também afirmou que o profissional apresentou comportamento inadequado, passando as mãos de forma desconfortável em suas pernas e direcionando o olhar para seus seios, acompanhados de comentários estranhos.
A delegada Paiva destacou que Resende parece ter se aproveitado da confiança da paciente, uma vez que ela estava em busca de atendimento médico. A jovem, após o ocorrido, saiu apavorada da sala e contatou sua mãe. Quando a mãe chegou à UPA, também se deparou com a abordagem inapropriada do médico. A mulher questionou a administração da UPA e acabou se revoltando com a situação, resultando em uma nova chamada à Polícia Militar.
Esse caso gerou forte repercussão na sociedade, levantando questões sobre assédio sexual no ambiente médico e a proteção das vítimas. As investigações continuam para apurar se há mais relatos de mulheres que podem ter sido assediadas pelo médico durante seus atendimentos. As autoridades reforçam a importância de denunciar situações de assédio e importunação, garantindo que cada caso seja averiguado adequadamente.