Feminicídio em São Paulo: Técnica em Enfermagem Morre Após Agressões
Um trágico caso de violência doméstica está sendo investigado como feminicídio em São Paulo, após a morte da técnica em enfermagem Simone Aparecida da Silva, de 42 anos. Simone foi agredida pelo companheiro, Rodrigo Clécio Gomes Ferreira, e não sobreviveu às consequências das agressões, que ocorreram no último domingo, dia 22 de março.
Simone pediu socorro e foi atendida na UPA Tito Lopes, onde relatou as agressões e recebeu atendimento, mas foi liberada mesmo apresentando fortes dores e sinais de violência. Segundo informações, ela tinha um histórico de agressões e já havia solicitado medidas protetivas por temer por sua vida. A situação se agravou após voltar para casa, onde, no dia seguinte, precisou ser levada ao Hospital Planalto Itaquera, onde infelizmente veio a falecer.
Rodrigo Clécio Gomes Ferreira, de 38 anos, que já era procurado pela Justiça Federal e tinha um histórico de agressões contra outras mulheres, foi preso no mesmo dia das agressões. A polícia investiga o caso como feminicídio, um tema que vem ganhando cada vez mais atenção e urgência no Brasil devido ao alto número de casos de violência contra mulheres.
De acordo com o boletim de ocorrência, Simone foi agredida com socos dentro de casa e demorou para receber assistência por conta da resistência do suspeito, que impediu a entrada da equipe de socorro. Foi somente após a intervenção da polícia que Simone conseguiu relatar as agressões.
Durante o atendimento na UPA, exames diagnosticaram contusões nas costelas. Ela foi medicada e liberada, mas mesmo assim, suas condições de saúde se deterioraram rapidamente. Sem poder ir à delegacia, prestou depoimento por telefone e relatou o histórico de violência que sofria nas mãos do companheiro, explicando que convivia com ele há cinco anos.
Após voltar para casa, Simone apresentou sinais de piora em sua saúde. Na manhã de segunda-feira, 23, pediu ajuda a vizinhos, sendo levada novamente ao hospital, onde não resistiu e faleceu.
A importância de medidas protetivas para a segurança de mulheres em situações de violência não pode ser subestimada. Este caso evidencia a necessidade de que os órgãos de segurança pública garantam a proteção e apoio àquelas que denunciavam abusos, contribuindo para a prevenção de tragédias como a de Simone.
O caso de Simone Aparecida da Silva está sendo investigado pelo 63º DP, que busca reunir mais informações para dar a resposta necessária a mais um caso que amarga a luta contra a violência de gênero no Brasil. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não respondeu aos questionamentos do g1 até a última atualização desta reportagem.