Israel amplia zona-tampão no sul do Líbano em resposta ao Hezbollah
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou na quarta-feira, 25, que o Exército israelense irá expandir a zona-tampão no sul do Líbano. Essa declaração ocorre em um contexto de crescente tensão entre Israel e a milícia libanesa Hezbollah, aliada ao Irã. Netanyahu afirmou que as medidas visam impedir qualquer infiltração em direção à Galileia e à fronteira norte com o Líbano.
Em um vídeo divulgado, Netanyahu comentou:
"Criamos uma verdadeira zona de segurança que impede qualquer infiltração em direção à Galileia. Estamos expandindo essa zona para afastar a ameaça dos mísseis antitanque e estabelecer uma zona de segurança mais ampla."
A decisão de Netanyahu se alinha a declarações feitas por outras autoridades israelenses que ameaçam ocupar partes do território libanês. Recentemente, o Líbano foi arrastado para o conflito que impacta toda a região do Oriente Médio, após o Hezbollah abrir fogo contra Israel em represália à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O Ministério da Saúde libanês informou que mais de 1.039 pessoas, entre elas 79 mulheres e 118 crianças, já morreram em consequência de bombardeios israelenses desde o início da guerra.
Esse anúncio segue um dia após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarar que o Exército israelense avançará até o rio Litani, que se encontra a cerca de 30 km da fronteira. Katz destacou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) assumirão o controle das cinco pontes sobre o Litani, que, segundo ele, eram utilizadas pelo Hezbollah para o transporte de terroristas e armamentos. "Todas as cinco pontes sobre o Litani foram destruídas, e controlaremos o restante das pontes e a zona de segurança até o Litani", afirmou Katz durante visita a um centro de comando militar.
Além disso, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, argumentou a favor da ampliação da fronteira israelense até o mesmo rio Litani. Na terça-feira, Netanyahu já havia prometido que continuaria a atacar tanto o Líbano quanto o Irã após um míssil iraniano atingir Tel Aviv e ferir seis pessoas levemente. O clima de tensão, com informações sobre uma possível ocupação do território libanês, diminui as esperanças de um acordo que poderia encerrar o conflito, pacto que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia sugerido como uma possibilidade.
Com a intensificação das hostilidades e a escalada militar, Netanyahu adverte que
"ainda há mais por vir", sinalizando que as operações poderão se estender.