Marcos Lamacchia lidera negociação para SAF do Vasco
Marcos Lamacchia, sócio-fundador da Blue Star e enteado de Leila Pereira, está prestes a adquirir 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama em um negócio que pode ser avaliado em mais de R$ 2 bilhões. Filho de José Roberto Lamacchia e neto do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, Lamacchia enfrenta questões de fair play financeiro e possíveis conflitos de interesse devido à sua ligação com o Palmeiras.
A negociação, que envolve a reestruturação das dívidas e a recuperação judicial da equipe, é vista como um passo significativo pelo Vasco, prometendo maior estabilidade financeira. Lamacchia, 47 anos, destaca-se como CEO da Blue Star, uma empresa de consultoria financeira e investimento que tem ganhado notoriedade no mercado.
Importante ressaltar que a proximidade de Lamacchia com o Palmeiras, através de sua enteada Leila Pereira, que preside o clube, levantou discussões sobre possíveis conflitos de interesse. No entanto, a negociação deve estar rigorosamente em conformidade com os regulamentos de fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O empresário também carrega um legado familiar significativo. Ele é neto de Aloysio de Andrade Faria, um influente banqueiro que exerceu grande impacto no setor financeiro brasileiro e que figura entre os bilionários da Forbes antes de falecer em 2020.
Entenda a negociação da SAF do Vasco
As tratativas entre o Vasco e Lamacchia para a venda de 90% da SAF estão avançadas. Segundo o blog do Diogo Dantas, duas etapas cruciais já foram superadas. A primeira envolve a avaliação mútua entre o clube e o investidor, enquanto a segunda se refere à solução que inclui a ACap sobre a divisão dos percentuais da SAF, que estão sob a tutela do clube associativo em decorrência de uma determinação judicial após disputas com a 777 Partners.
A proposta prevê que o novo investidor adquira 90% da SAF enquanto 10% permaneceria com o clube, em conformidade com a legislação vigente. Atualmente, 30% pertencem ao clube; 31% estão nas mãos da 777, e 39% estão sob controle judicial do Vasco. A nova transação representaria um aumento em relação à venda anterior.
Embora o valor final do negócio ainda não esteja definido, as dívidas e os acordos de recuperação judicial do clube devem ser considerados na operação. Isso inclui compromissos financeiros já assumidos com os jogadores, que estão fora do âmbito da recuperação judicial.
A nova diretoria do Vasco acredita que, diferente do investidor anterior, Lamacchia apresenta uma solidez financeira que é considerada crucial para a operação. Para o investidor, a decisão de afastar sócios problemáticos e a solicitação de recuperação judicial feita pela antiga gestão, sob Pedrinho, recuperaram a credibilidade do Vasco no mercado, permitindo a regularização das contas da SAF.
A expectativa é que a proposta seja analisada pelos conselhos do clube e pelos sócios ao longo de 2026. As atenções estão voltadas para a evolução desse processo, que poderá definir um novo capítulo na história do Vasco da Gama, com impactos significativos na sua gestão e desempenho no futebol brasileiro.
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