Van Hattem disputa presidência da Câmara e surpreende com votos

Por Autor Redação TNRedação TN

Na recente eleição para a presidência da Câmara, realizada no sábado (1°), o deputado Marcel van Hattem, do Novo-RS, obteve um total de 31 votos. Informações da CNN indicam que lideranças da bancada do PL acreditam que pelo menos 15 de seus deputados votaram no candidato do Novo. O PL, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, apoiou formalmente o atual presidente eleito da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que recebeu 444 votos e era o favorito amplamente reconhecido para o cargo.

Os votos na Câmara são secretos, o que cria espaço para as chamadas "traições". Isso significa que, mesmo contando com apoio formal dos partidos, não é garantido que todos os deputados sigam a orientação de suas legendas, resultando em possíveis surpresas durante a contagem.

A bancada do Novo, composta por apenas quatro deputados, é uma das menores na Casa. Em contrapartida, o Partido Liberal é atualmente o maior, com 92 representantes. Ambas as siglas se posicionam como oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Van Hattem defendeu em suas falas propostas como a 'anistia a todos os perseguidos políticos' e o 'combate aos abusos de autoridades'. Em seu discurso, ele enfatizou que uma das principais pautas a ser defendida pelo presidente da Câmara deveria ser o impeachment de Lula.

Dissidentes na base governista

Além disso, é importante destacar que o Novo e o PSOL foram os únicos partidos que não apoiaram Hugo Motta. O principal cabo eleitoral de Motta foi o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Essa foi a terceira vez que Marcel van Hattem se candidatou à presidência da Casa. Em suas tentativas anteriores, em 2021 e 2023, ele obteve 13 e 19 votos, respectivamente, sempre ficando atrás de Lira. Nesta eleição, ele alcançou o melhor resultado de sua trajetória política até agora.

Com seu novo total de votos, van Hattem ficou em segundo lugar, superando o deputado Pastor Henrique Vieira, do PSOL-RJ, que recebeu 22 votos. Deputados consultados pela CNN avaliaram que o apoio que Vieira obteve também pode incluir votos de dissidentes de partidos da base governista, como os membros da federação partidária composta por PT, PV e PCdoB, que apoiaram Motta. Isso ocorre, pois a bancada do PSOL conta apenas com 13 deputados, enquanto a federação é composta também pela Rede Sustentabilidade, cuja representação na Câmara é limitada ao deputado Túlio Gadêlha (PE), que também apoiou Motta.

Avaliação sobre a disputa

Embora tenham sido observadas traições durante a votação, muitos deputados minimizaram a importância do resultado e das possíveis "traições". A avaliação geral é de que esses eventos refletem divergências internas naturais dentro dos partidos, uma dinâmica comum na política brasileira.

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