O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, manifestou sua preocupação com a tarifa de importação de 10% imposta pelos Estados Unidos, na avaliação de que essa medida não traz benefícios ao país. Durante suas declarações, feitas em 2 de abril de 2025, Alckmin afirmou que, apesar da tarifa ser uma das menores aplicadas aos parceiros comerciais dos EUA, ela ainda representa um obstáculo ao comércio bilateral.
Alckmin destacou que "ninguém ganha numa guerra tarifária", ressaltando como decisões unilaterais prejudicam o comércio internacional. Sua posição reflete uma preocupação com a insegurança e a imprevisibilidade que surgem de tais políticas, que podem impactar diretamente nas relações comerciais.
Além disso, o vice-presidente reiterou o compromisso do governo brasileiro em buscar soluções por meio do diálogo em vez de retaliar com medidas semelhantes. Ele anunciou que, embora um projeto de lei que estabelecia um arcabouço jurídico para o Brasil responder a tarifas estrangeiras tenha sido aprovado, a intenção é não utilizá-lo. A prioridade do governo é assegurar um relacionamento comercial positivo com os Estados Unidos, enfatizando que o Brasil é um parceiro comercial importante, e não um problema.
Do ponto de vista econômico, Alckmin alertou que a imposição de tarifas pode elevar o preço dos produtos importados, o que teria efeitos negativos tanto para o Brasil quanto para os EUA. Ele citou dados que mostram que mais de 70% das importações dos EUA para o Brasil já possuem alíquota zero, indicando a relevância das relações comerciais entre os dois países, que deve ser preservada.
O governo brasileiro tem trabalhado ativamente para reduzir tarifas de importação, especialmente em produtos alimentícios, como carne e café, com o intuito de combater a inflação e melhorar a competitividade no mercado global.
O otimismo do governo em relação aos diálogos com os EUA é evidente, com Alckmin enfatizando a necessidade de uma cooperação econômica benéfica para ambas as nações. Ele ressaltou que as relações entre Brasil e Estados Unidos devem transcender as mudanças políticas, especialmente em um ano que marca a celebração de 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países, criando expectativa de um fortalecimento ainda maior dessa parceria comercial.