Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada recentemente, apontou que 44% dos brasileiros acreditam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pior do que o de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL). Em contrapartida, 40% consideram o governo atual superior, enquanto 13% afirmam que é igualmente eficiente. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, as respostas estão empatadas tecnicamente.
A avaliação pública do governo Lula, que começou em janeiro de 2023, também revela que 56% dos entrevistados acham que sua gestão está pior do que as anteriores, ocorridas entre 2003 e 2010. Apenas 20% disseram que a atual gestão é melhor que as anteriores, enquanto a mesma porcentagem considera-a igual.
Em comparação aos primeiros mandatos de Lula, a pesquisa aponta que a opinião negativa aumentou: 56% acreditam que o governo atual é pior, um aumento em relação aos 53% da pesquisa anterior. Para 20% dos entrevistados, a gestão é vista como melhor, e outros 20% a consideram igual.
Além disso, mais de 45% das pessoas afirmaram que o governo Lula não atendeu suas expectativas, um aumento significativo de 12 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada em outubro do ano passado.
A pesquisa entrevistou 2.004 brasileiros com mais de 16 anos de idade, entre 29 de maio e 1º de junho, e foi realizada em parceria com o banco de investimentos Genial. Os dados refletem um momento crítico, visto que a aprovação do governo caída para 40%, o menor nível desde o início deste mandato.
Este cenário de baixa aprovação se agrava em meio a desafios enfrentados pelo governo, como os recentes escândalos de desvios de verbas no pagamento de aposentadorias e pensões do INSS, que 31% dos entrevistados acreditam serem de responsabilidade do governo. Além desse fator, a proposta do governo de alterar a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) também gerou críticas entre parlamentares e entidades de classe.
Ações da administração federal em relação ao IOF, que é visto como uma taxa regulatória, provocaram um recuo imediato em alguns pontos do governo, com novas alterações sendo esperadas até o próximo domingo.