Lula Confia em Aprovação de Jorge Messias para o STF Apesar de Placar Apertado no Senado

Por Autor Redação TNRedação TN

Lula e Jorge Messias apertam as mãos em ambiente formal com estantes ao fundo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado confiança na aprovação do ministro Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), apesar de prever um placar apertado no Senado. A sabatina de Messias está marcada para esta quarta-feira, seguida da votação no plenário, onde ele precisa obter ao menos 41 votos para garantir sua nomeação.

Segundo relatos de aliados próximos ao presidente, a performance de Messias durante a sabatina será decisiva para o resultado da votação. Pequenos detalhes podem influenciar positivamente ou negativamente a aprovação do ministro, o que tem levado a uma atenção especial do Palácio do Planalto até o momento da votação.

Contexto político e articulação

A articulação política do governo avalia que a situação de Messias está "resolvida", porém sem uma margem expressiva de vantagem. Por isso, o acompanhamento da votação permanece intenso. Nas últimas semanas, Messias intensificou sua agenda de visitas a gabinetes e conversas reservadas com senadores, buscando ampliar seu apoio.

Um levantamento recente indica que Messias conta com 25 votos favoráveis e enfrenta 22 contrários. Há ainda um grupo de 34 parlamentares que ainda não se posicionou ou preferiu não responder, dos quais o ministro precisará conquistar pelo menos 16 para alcançar os 41 votos necessários.

Relação com o Senado e principais atores

  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reuniu com Messias na semana passada. A indicação do ministro ao STF inicialmente distanciou Lula de Alcolumbre, que apoiava o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) como candidato favorito para a vaga.
  • Nos últimos meses, Lula e Alcolumbre retomaram a aproximação, com gestos de alinhamento político. Um marco importante dessa reconciliação foi a participação de Alcolumbre na posse do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, no Palácio do Planalto, em 14 de abril.

Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias deverá esclarecer sua atuação em temas sensíveis que envolvem a relação entre o Judiciário e o Congresso, como o alcance das decisões da Corte, investigações sobre emendas parlamentares e o caso Master.

Aliados de Lula destacam que o ministro pretende enfatizar sua autonomia, sua religiosidade evangélica — buscando apoio na bancada evangélica do Senado — e a postura moderada, sem adotar posições radicais.

Desafios e expectativas

O cenário político para a aprovação de Jorge Messias é considerado delicado, com um placar apertado que exige atenção e articulação contínua. A sabatina será um momento crucial para o ministro demonstrar sua capacidade e conquistar votos decisivos.

O governo mantém o monitoramento da situação até a votação, ciente de que qualquer detalhe pode influenciar o resultado final. A expectativa é que, apesar da disputa acirrada, Messias consiga os votos necessários para integrar o STF.

Além disso, a indicação de Messias ao STF gerou inicialmente um distanciamento entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tinha como candidato favorito o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). No entanto, nos últimos meses, houve uma retomada da aproximação entre Lula e Alcolumbre, com gestos de alinhamento político que indicam uma tentativa de superar divergências anteriores.

Um marco importante dessa reconciliação foi a participação de Alcolumbre na posse do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, no Palácio do Planalto, em 14 de abril, sinalizando um ambiente mais favorável para a tramitação da indicação de Messias.

Durante a sabatina, que ocorrerá na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Messias será questionado sobre sua visão e atuação em temas que atualmente tensionam a relação entre o Judiciário e o Congresso Nacional. Entre esses temas estão o alcance das decisões do Supremo Tribunal Federal, as investigações relacionadas a emendas parlamentares e o caso Master, que tem gerado debates no meio político.

Aliados do presidente Lula afirmam que Messias pretende destacar sua autonomia como ministro, ressaltando que atuará de forma independente e equilibrada. Além disso, ele deve enfatizar sua religiosidade evangélica, buscando ampliar o apoio entre os senadores da bancada evangélica, que representa um segmento importante no Senado. Messias também deve reforçar que não adota posturas radicais, o que pode ajudar a conquistar votos decisivos para sua aprovação.

Nas últimas semanas, o ministro intensificou sua agenda de visitas a gabinetes e conversas reservadas com senadores, numa tentativa de ampliar sua base de apoio. Um levantamento recente feito pelo GLOBO aponta que Messias já conta com 25 votos favoráveis e enfrenta 22 contrários. No entanto, há um grupo de 34 parlamentares que ainda não se posicionou ou preferiu não responder, dos quais o ministro precisará conquistar pelo menos 16 para alcançar os 41 votos necessários para garantir sua vaga na Corte.

Esse cenário reforça a percepção de que a votação será apertada e que a articulação política do governo precisa permanecer atenta e ativa até o momento da votação no plenário do Senado. A expectativa é que, apesar dos desafios, Jorge Messias consiga os votos necessários para integrar o Supremo Tribunal Federal, consolidando sua indicação e contribuindo para o equilíbrio dos poderes no país.

Tags: Lula, Jorge Messias, STF, Supremo Tribunal Federal, Senado, Aprovação, sabatina, Advocacia-Geral da União, Davi Alcolumbre, votação Senado, Jorge Messias STF Fonte: oglobo.globo.com